quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Projeto Pró-Sol

O Brasil Novo lança, neste ato, o projeto de nova matriz energética para o país, denominado Pró-Sol, de nossa lavra, para que oportunistas de plantão não se apropriem da marca e da idéia.

Estamos em conversação com um grupo de empresários do Pará, Paraná e São Paulo, no sentido da criação de uma Cooperativa de Produtores visando o aproveitamento auto-sustentável de florestas como fonte renovável inesgotável de energia limpa acumulada através do processo fotossintético da energia solar.

Ao longo dos próximos meses, na maneira que o projeto avance no seu "modus operandi", divulgaremos os detalhes e as etapas do seu funcionamento.

O objetivo deste edição resumida é colocarmos a marca e os objetivos nas pesquisas do "Google", colocando a salvo a primazia da idealização, fora do alcance dos açambarcadores.

Comentários realizados em vários blogs brasileiros, ao longo dos últimos dois anos e os e-mails enviados aos companheiros solidários com o projeto complementam a proteção, além, é claro, de inúmeros testemunhos pessoais de amigos e familiares.

O Projeto Original, na sua versão primeira, será devidamente registrado em cartório registral e notorial.

Editado pelo titular do Blog as 20:00

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Calendário do Futebol Brasileiro:Democracia e República, Já!

Contribuição do Futebol Brasileiro à Organização Político-Administrativa e Territorial do País.


Na seqüência do quarto artigo sobre o calendário futebolístico nacional, descrevemos as competições previstas para o segundo semestre.

Como pode ser visto na composição do primeiro semestre do artigo anterior, não haveriam competições superpostas, mas, apenas seqüenciais e interdependentes, num calendário “light” (uma competição classificando para seguinte), entretanto, de forma, econômica e tecnicamente, eficientes.

As quatro séries nacionais não poderiam permanecer como foram idealizadas, numa imitação ridícula dos certames nacionais europeus, com apenas 20 clubes jogando entre si, em turno e returno, por pontos corridos, sem os campeões dos turnos isolados nas séries A, B e C, conforme estão previstas para 2009. Em função das restrições de datas, os clubes teriam que ser divididos em dois grupos menores de 10 clubes, cada, como eram em passado recente, adaptando-se torneios quadrangulares no final de cada turno, a exemplo do sistema carioca de certames estaduais, o mais brilhante, motivacional e, economicamente, eficiente de todos os certames estaduais brasileiros.

Desta forma, caberiam nas 30 datas aproximadas do segundo semestre, considerando jogos às quartas e domingos em semanas intercaladas (agosto, setembro, outubro e novembro). Seriam apenas nove datas para cada turno e mais 08 datas para os dois quadrangulares, totalizando 26 datas e uma folga estratégica de 04 datas cheias ou 08 bi-semanais.

A série D, para atender todo o espectro dos clubes nacionais de pequeno porte, não poderia contar com apenas 40 clubes, como proposto, mas, incluir todos os clubes possíveis das composições estaduais da Série A existentes. Para isso, bastaria considerar as atuais 27 Copas estaduais (algumas ainda não existentes), como grupos do âmbito local da referida série. Fácil, enxuta, de baixo custo, motivacional e participativa. 32 clubes (27+5) classificar-se-iam para as fases seguintes até atingir 08 clubes, como na série C atual. Uma questão de respeito mínimo às Federações e aos seus filiados que disputam os atuais certames estaduais da Série A, não incluídos nas Séries A, B e C.

Com financiamento local nas Copas Estaduais, essa seria uma forma de se manter os clubes em atividades operacionais, em respeito ao Estatuto do Torcedor, por no mínimo 10 meses, ao mesmo tempo, em que se abririam os caminhos de acesso total e irrestrito para todas as agremiações profissionais das Série “As” estaduais, classificando-se os quatro melhores para série de índice técnico superior.

Apesar de possíveis, entendemos que essas composições seriadas não representariam toda a grandeza do futebol brasileiro, com apenas 20 clubes em cada uma das três primeiras séries.

Somos um país de dimensões continentais do porte de toda a Comunidade Européia e em crescente desenvolvimento econômico e social.

As Capitais Estaduais e cidades interioranas crescem e se multiplicam num ritmo de urbanização alucinante, numa permanente metamorfose de atividades econômicas e produtivas sem fim. Quatorze novas Unidades Federativas estão previstas para serem criadas e emancipadas, ao longo e ao cabo, até meados deste século, com 14 novas Capitais, portentosas e desenvolvidas, e novas centenas de prósperas cidades interioranas, que necessitam ter participação na organização esportiva do país.

Ao contrário de impor uma camisa de força de privilégios intoleráveis para apenas quatro cidades do país, na mais espetacular forma de lazer dos trabalhadores, como o futebol, os dirigentes do setor deveriam sim, se sensibilizar para o processo histórico, territorial, político-administrativo, republicano, econômico, social e esportivo dessas centenas de municípios brasileiros que imploram pela chegada do progresso, da técnica, da qualidade de vida e das instituições republicanas básicas.

Esse desenvolvimento histórico é irreversível e os que se interpuserem no seu caminho serão varridos da representatividade política, da vida pública e jogados na lixeira da história como bem merecem.

Em vez da brutal concentração de recursos e de renda que desejam impor, transformando a maioria dos cidadãos brasileiros em excluídos de segunda classe, o futebol deveria dar o exemplo popular aos acomodados e conservadores políticos do país, criando as Ligas Intermunicipais de Futebol e instituindo os campeonatos nestes futuros Estados emergentes, numa eficiente contribuição ao processo de aperfeiçoamento político-administrativo e territorial do país, antecipando-se na criação das futuras Federações Estaduais de Futebol. Essa contribuição histórica seria o deslanchar de todas as demais Federações esportivas e da sociedade civil organizada dessas regiões abandonadas à própria sorte, que culminaria com os plebiscitos e a instalação desses novos Estados, tão almejados por vastas camadas da população brasileira.

Fica aqui a sugestão aos líderes dos movimentos emancipacionistas regionais para que mostrem as suas lealdades às populações que os elegeram, se reunindo em Associações de Municípios fortes e ativas (embrião das futuras Assembléias Legislativas dos novos Estados) e libertando os seus povos do julgo escravagista e do abandono republicano a que estão submetidas por décadas e séculos.

Assim, torna-se impreterível aumentar o número de clubes participantes nas Séries A, B e C para, 32, 48 e 64, respectivamente, não importa o que os mistificadores do covil dos vinte, pensem ou deixem de pensar. Três ou quatro cidades sozinhas, não podem desrespeitar e pisar no ordenamento jurídico nacional como bem entendem e mandar, eternamente, em 27 Estados brasileiros e muito menos em 40, como seremos nos próximos anos e décadas.

Para finalizar, em paralelo, com as finais das Séries Nacionais, teríamos os torneios finais estaduais, com os clubes em alta performance técnica, disputando entre si, os 25 campeões estaduais, entre os grandes e médios ou pequenos clubes indicados a partir das duas séries regionais das Séries A e B, regionais.

Seria um fecho monumental de um calendário nacional participativo e respeitoso com as instituições republicanas e democráticas que suportam as organizações federativas futebolísticas e esportivas e que o Brasil tenciona instituir, numa sociedade livre e soberana da imposição descabida de grupos elitistas sem quaisquer compromissos com a sociedade brasileira.
Quem não quiser se tornar um cidadão brasileiro comprometido com as instituições republicanas e democráticas do país, que peça para sair, antes que os clubes, o façam, em colaboração com os Ministérios Públicos, Estadual e Federal.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 11:40

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Futebol Brasileiro na era do Capitalismo: Uma discussão inadiável

Pelo fim de um calendário anual fatigante, politiqueiro e de falsa competitividade.


Esta semana levantamos à baila, mais uma vez, a discussão sobre o Calendário Futebolístico Brasileiro Anual, elaborado por amadores para clubes, atletas, dirigentes e árbitros profissionais.


A dúvida é a seguinte: Por que os dirigentes, em sã consciência, aprovam um calendário nacional, extremamente, mal elaborado, com campeonatos de nove longos meses, a exemplo dos previstos para as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro de 2009.


­­­­­­­­­­Primeira Catástrofe


Quando se privilegia em 75% a instância nacional por nove longos meses para apenas 60 clubes num país de dimensões continentais como o Brasil, a instituição está condenando a maioria dos clubes regionais à paralisia operacional e econômico-financeira asfixiantes e à bancarrota.


Segunda Catástrofe


Inicia-se a temporada anual com 27 campeonatos estaduais, comprovadamente, políticos e deficitários, obrigando os grandes clubes estaduais a jogarem com clubes de pouca expressão na maioria das unidades federativas, minando, ainda mais, as finanças e o patrimônio de ambos os grupos. Puro amadorismo estéril e improdutivo.


Terceira Catástrofe


Para a desgraça financeira geral, se obriga aos grandes clubes nacionais a fazerem jogos de cortesia política com os clubes estaduais de longínquas capitais e cidades brasileiras, em confrontos desproporcionais e de resultados previsíveis ou em capitais e cidades sul-americanas e até mexicanas para essa privilegiada, dita, nata do futebol nacional. A evasão contumaz de arrecadações nesses espetáculos ridículos de fachada tem sido uma praga, ao longo desses 20 anos de existência da competição a infernizar os ditos grandes clubes, em suas fraudulentas hegemonias forçadas através de imposições políticas.


Quarta Catástrofe


Apesar da farta propaganda da mídia que se beneficia de todas essas catástrofes que afetam o nosso futebol, todos sabem que esse modelo de campeonato de pontos corridos com 20 clubes jogando entre si em turno e returno não serve nem para os países de pequenos territórios, porquanto, está ultrapassado e reduz as potencialidades do futebol nacional. Quando aplicado a um país continental como o Brasil torna-se, simplesmente, catastrófico, em função das longas distâncias e do alto custo operacional correspondente, da estropiação dos recursos humanos, da deterioração classificatória dos clubes em maioria, da falta de perspectiva econômica e técnicas dos clubes, da guilhotina do rebaixamento desmoralizador.


Está provado através da análise sem viés, de que nos campeonatos nacionais que o Brasil imita de modo caricato, há um tendência à deterioração gradativa, da maioria dos grandes clubes estaduais e regionais. Esse fenômeno, levará, a médio e longo prazo, à hegemonia forçada de dois ou três grandes clubes, restando aos demais, o papel ridículo de coadjuvantes perante os seus torcedores. Já, o fortalecimento dos grandes blocos regionais e o sistema de torneios finais nos certames seriados fortalece as rivalidades estaduais e regionais, preservando a grandeza diversificada do futebol brasileiro.


Dos 20 ou 30 grandes clubes nacionais, engrandecidos nas instâncias regionais, restarão dois ou três gigantescos clubes nacionais, dois ou três médios, e todos os demais clubes restantes serão transformados em pequenos clubes nacionais, como em todos os países onde esse sistema é implantado. Nossa tendência é a concentração econômica deletéria em um clube de cada uma das unidades federativas dominadoras (S.Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul), com a decadência dos demais clubes destes mesmos Estados e a redução dos grandes clubes das demais unidades federativas a pó de mico. Entre os seis clubes que vêm se destacando nesse tipo de certame no Brasil, três serão gigantescos e ganharão 80% dos títulos, três serão médios e ganharão títulos a cada morte de Papa e todos os outros serão endemicamente pequenos.


Nesse tipo de certame, não há lugar para 04 grandes clubes de São Paulo, 04 do Rio, 02 de Minas, 02 do Rio Grande do Sul, 02 da Bahia, 02 do Paraná etc. O extermínio planejado do futebol regional e a insistência, na manutenção de um campeonato brasileiro de 09 meses, no atual sistema, implicará, fatalmente, na decadência de 80% dos grandes clubes nacionais.


Ou seja, num continente como o Brasil, que sempre teve cerca de 20 grandes clubes nacionais testados e aprovados em seus certames regionais (02, 03 e até 04 por Unidade Federativa), a exemplo, do Continente Europeu, terá os seus grandes clubes reduzidos a dois ou três e não passará de uma Argentina, uma Colômbia, uma Espanha, uma Itália etc.


Enquanto isso, as Confederações da Europa e da América do Sul, que fortalecem os seus campeonatos nacionais e portanto, regionais em relação aos continentes, continuarão com os seus 20 grandes clubes como sempre tiveram.


A questão é estratégica e o nosso estrabismo de imitarmos certames de países miniaturas levará o nosso futebol ao encolhimento e a deterioração financeira e patrimonial, gradual e contínua.


Tudo essas injunções são feitas em meio ao andamento dos referidos certames estaduais falidos e políticos, quase sempre sustentados com recursos de prefeituras, dos governos estaduais e de abnegados, financeiramente, garroteados e à beira de ataque de falência.


Essas três primeiras catástrofes e mentiras poderiam ser, tranquilamente, evitadas, com a implantação de duas séries regionais com 08 competições (A e B), muito mais competitivas, com público superior e escala econômica e mercadológica, sem sacrificar os grandes clubes estaduais e nacionais a trabalharem para sustentar estruturas políticas enferrujadas, ao mesmo tempo em que se baniria as superposições de certames, além de respeitar às instâncias regionais.


E como seria esse milagre?


Como já explicamos nos artigos anteriores, simplesmente, eliminando-se as três competições paralelas extenuantes, superpostas, deficitárias, mal feitas e sem futuro (Certames estaduais na atual versão, Copa do Brasil com resultados direcionados para beneficiar um grupo exíguo de clubes e a Copa Santander-Libertadores, no atual formato), substituindo-as por duas competições independentes e viáveis, no âmbito regional, as quais, seriam classificatórias e partes integrantes das duas seqüenciais, em vez de superpostas.


Em resumo, se permuta as três competições superpostas, citadas no parágrafo anterior, prejudiciais em todos os aspectos, por três competições seqüenciais, portanto, não superpostas, e economicamente, viáveis, além de uma competição regional de acesso (Série B regional).


Primeira Competição


Oito certames regionais de respeito e com escalas econômicas entre os grandes clubes estaduais de cada grande região futebolística do país. Todos seriam, as maiores conquistas da maioria dos clubes regionais brasileiros, porquanto, fariam parte de um grande pacote econômico-mercadológico suportado pelas redes nacionais de televisão, cujos certames, seriam ao mesmo tempo, competições independentes e viáveis e a primeira fase classificatória de uma portentosa Copa Nacional Confederativa.


Outro aspecto econômico importante, seria a participação percentual das entidades diretivas como concessionárias e administradoras legítimas nesse pacote de competições, melhorando, também, o suporte financeiro das 27 Federações Estaduais e da respectiva Confederação Brasileira.


Segunda Competição


A mesma versão dos 08 certames regionais, na sua versão da Série B, incluindo todos os demais clubes médios e pequenos estaduais. Essa série regional teria uma grande motivação para os clubes de menor porte regionais e o respaldo dos atuais patrocinadores e financiadores locais, cujas competições, desembocariam em interessantes torneios interestaduais de cada região, com uma maior projeção desses clubes no contexto regional, além, classificar um deles para a Série A Regional respectiva, do próximo ano. Essa participação seria uma oportunidade real de qualquer clube brasileiro no âmbito estadual, se destacar no circuito futebolístico regional e nacional com chances objetivas de uma maior capitalização ao participarem de um certame regional da Série A com financiamento televisivo e que poderia o classificar para as finais da Copa Confederativa.
Uma vez, terminadas as duas séries regionais paralelas e independentes, com cunhos motivacionais, atrativos de público e economicamente viáveis, estariam definidos:


1.Os clubes integrantes para a segunda fase da Copa da Confederação (ou Copa do Brasil), a ser realizada seqüencialmente, na janela de meio do ano, como parte integrante do pacote global fechado com as Redes Nacionais.


Aos moldes da antiga Copa dos Campeões, com preferência para a distribuição em sedes estaduais turísticas, anualmente escolhidas, o mais importante torneio do país, contemplaria novos apoiadores e patrocinadores estaduais e regionais ligados ao fluxo turístico, tais como, os Governos Estaduais e Prefeituras através das Secretarias de Turismo, Esportes e Lazer, a hotelaria, as agências turísticas, a Embratur, os bancos regionais de desenvolvimento, as empresas de viação aérea e até o Ministério dos Esportes.


Esse sistema de competição teria como objetivo evitar as viagens caras e desgastantes, além de proporcionar um merecido intervalo no meio da temporada para os atletas se recomporem numa atmosfera turística, apesar de altamente competitiva, que poderiam ser extensivos aos dirigentes, treinadores, preparadores e comissões técnicas, árbitros e as respectivas famílias, que poderiam acompanhar os participantes.


Para abrilhantar essa verdadeira Copa continental brasileira, se juntariam aos clubes regionais classificados, os 08 melhores classificados do Campeonato Brasileiro da Série A do ano anterior. Assim, estaríamos prestigiando os Estados e regiões do Brasil, em vez de alavancar o futebol dos países sul-americanos.


“MATEUS, PRIMEIROS OS TEUS”


Os países sul-americanos poderiam fazer a sua Copa Confederativa relativa à Conmebol, em paralelo, nos mesmos moldes turísticos da brasileira, classificando os finalistas para as finais eletrizantes da Copa Santander-Libertadores, na seqüência do calendário. Primeiro, integramos os Estados, regiões e populações brasileiros, depois nos integramos com os pequenos países sul-americanos, numa verdadeira integração continental de todas as regiões brasileiras e não apenas dos Estados do Sul-Sudeste com as outras nações.


Se, temos 50% do território, da população e da economia da América do Sul, nada mais justo do que termos 50% de clubes participantes na Copa Continental e não 16 ou 20% como atualmente. Trata-se de uma questão de respeito nacional às etnias regionais que formam a nacionalidade brasileira constantes da nossa Constituição Federal.


Convocamos os parlamentares brasileiros (municipais, estaduais e federais) para que atentem para essa problemática da falsa integração continental e chamamos à atenção das autoridades para esse verdadeiro proselitismo político em benefício exclusivo dos países visinhos e de viagens dos nossos clubes protegidos ao cume da Cordilheira do Andes e a valorização do futebol estrangeiro, que cresce a olhos vistos, enquanto o futebol da maioria dos nossos Estados definha para a extinção, inclusive, o futebol do bloco hegemônico de Estados brasileiros.


No próximo artigo, daremos continuidade às competições do Calendário proposto, com as competições do segundo semestre, que inclui as quatro séries do Campeonato Brasileiro, as finais dos certames estaduais e a Copa Mundial Interclubes.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 14:45



segunda-feira, 28 de julho de 2008

Calendário "Nacional" do Futebol Brasileiro - Por que se recusam a debater?

FUTEBOL BRASILEIRO, CALENDÁRIO NACIONAL, INTERDEPENDÊNCIA MOTIVACIONAL DAS COMPETIÇÕES, NÃO SUPERPOSIÇÃO DE COMPETIÇÕES E JOGOS, FIM DO REBAIXAMENTO, INTEGRAÇÃO EM TODOS OS NÍVEIS TERRITORIAIS, LEGITIMIDADE HIERÁRQUICA, DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS MAIS EQUÂNIME, ORGANIZAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E DEMOCRACIA.


O modelo de calendário nacional que propomos no último artigo, não é, apenas, mais moderno que o atual, dentro de suas possibilidades, como pode oferecer argumentos filosóficos, científicos e técnicos para o aperfeiçoamento do nosso futebol, em todas as suas dimensões.

Esse planejamento anual das atividades futebolísticas profissionais do país contempla todas as competições, com um moderno componente motivacional, que se insere nas boas práticas da administração científica, ao implementar uma abrangente interdependência das competições, em todos os níveis de certames e patamares de qualidade do futebol.

Outrossim, preserva as associações praticantes de uma inconveniente superposição de jogos e competições, a qual, deteriora a qualidade e a excelência das competições e dos competidores, expondo-os ao desnecessário excesso de partidas, que se chocam, negativamente, contra, o sagrado direito dos consumidores do setor, o caráter competitivo dos certames em si e o próprio desenvolvimento dos clubes.

No campo do direito a boa imagem e à preservação da integridade temporal e secular das agremiações e o respeito aos seus torcedores, implanta o banimento quase definitivo da figura nefasta do rebaixamento.

Este dispositivo anacrônico e ultrapassado, herdado da era amadorística do futebol, não mais se coaduna com as dimensões empresariais alcançadas pelos modernos clubes de futebol profissional, numa era da globalização da economia.

Torna-se, inadmissível, condenar uma empresa a renunciar aos seus principais mercados consumidores, apenas, por uma breve queda no seu nível operacional em uma única temporada, cujos efeitos devastadores a sua imagem e marca se refletem de modo inapelável, a médio e longo prazo, sobre toda a sua integridade patrimonial, econômico-financeira e administrativa.

Mais grave, ainda, do que o rebaixamento compulsório, é o protecionismo engendrado por meios escusos, do ponto de vista das competições, para o resgate dos clubes âncoras, que se processa através da violação de princípios básicos da competitividade, como, o clientelismo, a falta de isonomia, a ausência da igualdade de oportunidades, os privilégios regionais e os direcionamentos a um grupo de agremiações.

Uma das séries de qualquer campeonato nacional, jamais será superior em nível, do que a Copa da Federação ou Confederação correspondente.

Por mais completa que seja, uma única série do campeonato nacional não pode comportar, jamais, um número de clubes que represente todas as dimensões e expressões formadoras de uma Nação, em toda a sua completude territorial, populacional, econômica e mercadológica.

Também, o fato de determinados clubes estarem numa série específica de um campeonato nacional é condição meramente conjuntural, e, portanto, submetida a uma dimensão temporal.

A prova, inconteste, dessa assertiva, é a existência de outras séries, as quais, em momento algum, dá ou retira a superioridade ou a inferioridade momentâneas ou absolutas, desta ou daquela competição seriada isolada, em relação ao conjunto global.

Para que todas as dimensões do setor futebolístico de um país estejam representadas num conjunto de quatro séries nacionais existentes e tenham legitimidade, a legislação esportiva vigente exige que em seus regulamentos, esse conjunto global torne operacional e, absolutamente, transparente, o sistema de acesso e descenso, estando, qualquer um dos seus clubes participantes conjunturais, sujeitos a mudarem de série ao longo dessa mesma temporalidade.

Essa representatividade temporária das diversas culturas futebolísticas regionais de um país, sofrerá severas restrições a sua legitimidade, quando uma empresa financiadora, cuja sede e comando, situa-se numa das muitas divisões territoriais do país, se arvora ao direito de dividir todos os recursos que oferece a apenas uma das séries que se apresenta como nacional, a apenas, um grupo restrito de clubes, no caso, representados por uma Associação patronal de clubes, onde apenas parte pertence à referida série.

Trata-se de um vício incurável, que extrapola a vontade política da Nação e passa a apresentar um caráter discriminatório e até, afirmaríamos, enviesado, do ponto de vista da competitividade legítima das agremiações participantes e da lisura das competições.

A excessiva interferência econômico-financeira, organizacional, administrativa, regulamentar e eleitoral dessa mesma associação patronal, que engloba, apenas, parcela ínfima das agremiações brasileiras do futebol profissional, no campeonato da Série A e nas demais séries temporárias do conjunto global do campeonato nacional, reveste-se, portanto, de um caráter fraudulento e fere o que há de mais sagrado nas competições esportivas, que é o princípio básico constitucional da igualdade de oportunidades.

Ao financiar clubes privilegiados das Séries B e C, com o dinheiro, já, ilegítimo, da Série A, ao propiciar maiores condições econômicas a determinados clubes, os organizadores de todas as Séries, as quais, são, apenas, conjunturais, como provamos, transformam todo conjunto das competições do país num campo fértil para a fraude institucionalizada.

Como queríamos demonstrar, nenhuma das quatro séries do Campeonato Brasileiro, isoladamente, tem a superioridade hierárquica que apregoa sobre uma verdadeira Copa da Confederação (ou Copa do Brasil) que venha a reunir os principais clubes de todas as regiões futebolísticas da Nação Brasileira.

Essa inversão de hierarquia, também, condena a atual Copa do Brasil, à condição de competição ilegítima, viciada e direcionada para beneficiar o mesmo e determinado grupo de clubes, com todos os seus dispositivos regulamentares que afrontam, moral e eticamente, as agremiações, os dirigentes e, principalmente, os consumidores do produto.

Entre esses dispositivos, gostaríamos de frisar, a possibilidade de eliminação de 50% dos clubes participantes em apenas um jogo e 75% em apenas, três jogos, a desproporcionalidade de força nos confrontos, a utilização política das partidas para fins de imposição de vontades e o tráfico de influência, a discriminação de representatividade contra algumas unidades federativas, e, principalmente, a inversão do nível hierárquico das competições.

Os pontos, aqui, abordados, de modo teórico-filosófico, não têm a pretensão de condenar quem quer que seja da comunidade futebolística nacional, mas, apenas, chamar à atenção para aspectos de máxima relevância para o setor e propiciar o debate democrático sobre as questões levantadas.

O objetivo fundamental desse artigo é o de provar que a Copa da Confederação (ou Copa do Brasil ou da Nação) é o patamar máximo de representação política do setor futebolístico nacional e, jamais, uma única série do Campeonato Brasileiro.

Assim sendo, a indicação dos clubes brasileiros para as Competições, Continental e Mundial, através de uma única série do Campeonato Nacional se traduz em usurpação de poder e ilegitimidade, da mesma monta da associação patronal que lhe dá respaldo.

Para além, dessa importantíssima questão, sugerimos abaixo, no âmbito do calendário proposto, os níveis hierárquicos, que entendemos como legítimos e que desafogariam o nosso futebol da maioria dos defeitos operacionais, assegurando-lhe, qualidade, excelência, transparência, competitividade, representatividade, desenvolvimento, maiores recursos e distribuição mais equânime dos mesmos, respeito aos consumidores do produto, enfim, a todos as melhorias propostas e outras que emergirem da discussão em pauta.

NIVEL 01 – COMPETIÇÕES REGIONAIS DA SÉRIE “B” – Com clubes médios e pequenos estaduais em certames em grandes regiões – Janeiro a Maio (incluindo a segunda fase final).

NÍVEL 02 – COMPETIÇÕES ESTADUAIS DA SÉRIE “A” – Com clubes grandes e médios ou pequenos classificados das fases finais das séries estaduais da Série B regional – Novembro e Dezembro.

NÍVEL 03 – COMPETIÇÕES REGIONAIS DA SÉRIE “A” – Com clubes grandes ou credenciados pela conquista dos certames estaduais de cada grande região, escolhidos através do sistema misto (Os campeões estaduais das unidades federativas de cada região e mais, os melhores clubes de cada Estado na Classificação Nacional) – Janeiro a Maio com indicações dos participantes para a Copa da Confederação (ou Copa do Brasil) e para as diversas séries do Campeonato Brasileiro.

NÍVEL 04 – COMPETIÇÕES NACIONAIS SERIADAS COM O INTERCÂMBIO TEMPORÁRIO DE CLUBES ENTRE AS SÉRIES, ADVINDOS DE TRÊS NÍVEIS (MELHORES CLUBES DA CLASSIFICAÇÃO NACIONAL, MAIS, UM OU MAIS CLUBES DE CADA CERTAME REGIONAL E OUTROS DA SÉRIE ABAIXO, IMEDIATAMENTE, SERIADA. Composição global das Séries A, B, C e D – Nacionais – Julho a Dezembro, incluindo as fases finais.

NÍVEL 05 – COPA DA CONFEDERAÇÃO (OU COPA DO BRASIL) – Segunda fase final com clubes advindos das 08 competições regionais propostas, na proporcionalidade territorial, demográfica, econômica e mercadológica de cada grande região e 08 (oito) clubes entre os melhores classificados do Campeonato Brasileiro da Série A. Pelo menos, um clube de cada região, com o objetivo de integração nacional e continental de todos os grandes conjuntos étnico-regionais do Brasil.

NÍVEL 06 – COPA CONTINENTAL (OU COPA SANTANDER-LIBERTADORES) – Com clubes advindos das duas Confederações, na proporcionalidade territorial, demográfica, econômica e mercadológica – Mais ou menos, 50% para cada Confederação e integração continental de todas as regiões do continente e não apenas dos países, mas, também, das populações brasileiras atualmente discriminadas – Logo após as duas Copas das Confederações sul-americanas (CBF e Conmebol).

NÍVEL 07 – COPA MUNDIAL, INTERCLUBES – Com clubes advindos de todos os Continentes a critério da FIFA. Sugere-se 16 clubes com 03 representantes de cada grande conjunto continental do mundo – 03 da América do Sul, 03 da América do Norte e Central, 03 da África e Mundo Árabe, 03 da Ásia e Oceania e 04 do Grande Continente Europeu.

Como se pode ver, nos tópicos, interdependência motivacional, não superposição de jogos e competições, banimento do rebaixamento, maiores recursos e uma melhor distribuição, integração regional, nacional e continental, legitimidade hierárquica entre os diversos níveis, etc. o calendário em pauta suplanta em tudo o planejamento anual vigente.

O nível 01 classifica para os níveis 02 e 03. O nível 02 classifica para o nível 03. O nível 03 classifica para os níveis 04 e 05. O nível 04 classifica para o nível 05. O nível 05 classifica para o nível 06. O nível 06 classifica para o nível 07. As diversas séries do Campeonato Brasileiro se intercambiam entre si, sem que haja rebaixamento compulsório e com uma excelente mobilidade.Todos os clubes brasileiros de futebol profissional têm o direito a participar dos circuitos futebolísticos estaduais, regionais, nacional, continental e mundial, dependendo, apenas de suas competências e desenvolvimento.
Ontem, 27/07/2008, ao término da primeira fase da Série C do Campeonato Basileiro, que durou cerca de 20 dias, 31 clubes brasileiros foram, sumariamente, rebaixados para a Série D ou para vácuo do nada, já que serão chamados, apenas, os campeões estaduais da maioria dos Estados em 2009 para essa nova competição, que contará com exíguos 40 clubes. Mais doze agremiações serão rebaixadas nos próximos quarenta dias. No total, serão rebaixados, numa única competição, 43 clubes, que não sabem para que série irão nos próximos anos. Isso existe em algum lugar do mundo?
O que falar, então, das demais centenas de clubes estaduais, inclusive de médio porte, que foram rebaixados não se sabe para que divisão em 2009 e para os anos seguintes? Existe esse tipo de imposição autoritária em alguma Federação ou Confederação do mundo? O Brasil cresce e se desenvolve, o PIB e a renda do país crescem, o emprego e a renda crescem, por que, apenas o futebol brasileiro permanece na idade da pedra lascada com os seus privilégios para um grupo ínfimo de clubes? Quem se responsabiliza pelos danos causados ao futebol regional de 18 Estados deste modelo excludente social e esportivo e pela bancarrota e extinção dessas centenas de clubes?
São perguntas que não querem calar, mas, que exigem respostas da comunidade tartamuda do futebol nacional e da imprensa esportiva de conveniência, aos milhões de torcedores brasileiros.
Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 15:40
Foram feitas pequenas correções necessárias às 00:03

domingo, 20 de julho de 2008

Um calendário nacional quase perfeito para o futebol brasileiro.


Vamos provar que é possível.


Futebol o ano inteiro para todos, planejamento estratégico participativo, ascensão dos participantes sem rebaixamento, mobilidade aos mais competentes, avaliação científica dos clubes, interdependência máxima das competições em sete níveis superpostos.

Fim das superposições de jogos e certames, gerenciamento motivacional com foco na qualidade assegurada, excelência, democracia, representatividade e transparência, inclusão social e regional, valorização e respeito aos recursos humanos, aos consumidores e ao jornalismo esportivo, prioridade econômica para o futebol nacional com redução das disparidades entre regiões e o respeito às culturas étnico-regionais, ao ordenamento jurídico e aos objetivos nacionais permanentes.

Capitalização acelerada dos clubes com a modernização dos meios de produção (estádios e praças esportivas), das entidades e dos empresários do setor, geração máxima de emprego e renda, busca permanente de novas fontes de recursos e financiamento, visão do futuro, integração com os demais setores econômicos correlatos em nível municipal, estadual, regional, nacional, continental e mundial.

Fim dos certames deficitários para angariar votos e se perpetuar no poder, transição para uma ambientação empresarial com foco no crescimento das receitas, diminuição dos custos e despesas e lucro declarado sem mistificação de setor sem fins lucrativos.

Drástica redução da presença dos Governos Estaduais e das prefeituras como proprietários dos meios de produção através da concessão dos estádios aos clubes em regime de comodato. Distribuição justa e equânime de recursos. Tudo isso, apenas para começar.

No artigo anterior, entregamos de bandeja uma fórmula de calendário nacional visando o crescimento e o sucesso técnico e econômico-financeiro do futebol nacional em todos os níveis, entretanto, de modo extenso.

Neste “post”, desejamos explicá-lo do modo mais sucinto e didático possíveis, para que todos entendam que isso é, absolutamente, factível, de maneira a que possamos provar cada uma de nossas teses estudadas ao longo de cerca de 40 anos de vivência no setor, como atleta, dirigente de clubes e entidades, além de pesquisador.
Assim, vamos ao que interessa:

15 de janeiro a 30 de maio (quartas e domingos)*

Realização da Série A dos 08 certames em grandes regiões como fases regionais da Copa da Confederação (ou Copa do Brasil), tendo em vista a escolha dos melhores para a segunda fase final em junho e julho. Farto financiamento pelas Redes Nacionais de Televisão e distribuição dos recursos na proporção do mercado de cada região.

15 de janeiro a 30 de abril (Terças e sábados)*

Realização, em paralelo, da Série B dos mesmos certames em grandes regiões, mas, em grupos restritos no âmbito estadual, com os clubes médios e pequenos que não atingissem uma pontuação suficiente para participar da série A.
Em maio, os clubes campeões de cada grupo estadual e mais um ou mais por índice técnico, dependendo da composição e quantidade dos Estados de cada região, participariam da segunda fase em um octogonal final ou dois quadrangulares.

Os campeões regionais desta série teriam as suas vagas garantidas no lugar dos últimos colocados da Série A, entretanto, estes não seriam, obrigatoriamente, rebaixados, pois, como integrante da Série A, teriam as suas vagas asseguradas nos torneios finais de seus respectivos certames estaduais, previstos neste calendário para o período entre 15/11 e 15/12 do mesmo ano, podendo, ainda se sagrarem campeões estaduais numa disputa local entre os grandes clubes da Série A e os melhores da Série B.

05 de junho a 15 de julho*

Fase final da Copa da Confederação (ou Copa do Brasil), sem superposição de jogos, ao estilo da antiga Copa dos Campeões, reunindo os 16 melhores clubes dos 08 certames regionais (com base na proporção participativa na Nação e pelo menos um de cada região).
A esses, se juntariam os 08 melhores colocados do certame brasileiro da Série A do ano anterior, totalizando 24 clubes. Seria adotada a melhor fórmula, que viesse atender os interesses dos clubes e federações, em sedes fixas e com incentivos turísticos como na antiga Copa dos Campeões ou sedes isoladas em jogos eliminatórios como na atual Copa do Brasil.

Os melhores da Confederação Brasileira (02, 04 ou 08), a critério dos interessados e da disponibilidade de datas na grade do calendário, fariam as finais continentais com os melhores da Confederação da América Espanhola – Conmebol, no que se denominaria de fase final da Copa Santander-Libertadores.

20 de julho a 15 de novembro*

Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e D, divididos em grupos menores de 10 até 16, dependendo da escolha do sistema a ser implantado. Fórmula atual do certame carioca com grupos, quadrangulares olímpicos e finais, turno e returno e duas taças, uma para o primeiro turno e outra para a final.
Os pontos corridos seriam contabilizados apenas nas disputas dos grupos. No caso da Série D, as fases classificatórias seriam as atuais Copas Estaduais, entre os clubes estaduais que não alcançassem as séries nacionais superiores.

20 de novembro a 15 de dezembro*

Fases finais dos certames nacionais e estaduais. Com a eliminação da maioria dos clubes das séries nacionais, estes estariam disponíveis e bem treinados para as finais dos certames estaduais, não ficando ociosos. A garantia de participação dos clubes finalistas nacionais na fase final da Copa da Confederação ( ou Copa do Brasil) do ano seguinte, nos regionais e nas séries nacionais subseqüentes, daria tranqüilidade aos clubes finalistas das séries nacionais, os quais, não teriam, compulsoriamente, que abdicar de uma participação nos torneios finais pela hegemonia dos certames estaduais.

07 de dezembro a 23 de dezembro**

Copa Mundial Interclubes a critério da Fifa, com 08 ou 16 clubes de todos os continentes.

No próximo artigo, delinearemos a metodologia para o alcance da perfeição deste calendário, com a interdependência total das competições e o fim do rebaixamento.

· * As datas têm caráter didático e são aproximadas para qualquer ano e necessitariam ser ajustadas para os calendários anuais específicos. Apenas no último item**, as datas indicadas são para 2008, também, por motivo didático. Haveria, também, um ajustamento aos jogos, previstos para o calendário da Seleção brasileira, como é feito, atualmente, para cada ano.


Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 11:15

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Timemania e o verdadeiro perfil do futebol brasileiro.

Uma verdadeira Copa do Brasil com 08 Certames Regionais Classificatórios – entre janeiro e maio – e uma segunda fase com 24 clubes (16 advindos dos 08 regionais e os 08 primeiros classificados da Série “A” do Campeonato Brasileiro de Futebol do ano anterior) poderia render cerca de R$ 320 milhões aos clubes e Federações do Brasil.

Dados mercadológicos da mais completa pesquisa de mercados, jamais, realizada no futebol brasileiro, desmascaram a falsa hegemonia imposta pela mídia monopolista, mostram que os próprios grandes clubes e seus Estados estão perdendo dinheiro na nova loteria e revelam o verdadeiro perfil do futebol brasileiro.

Esses dados estatísticos reais e atuais, reunidos e divulgados, pela Caixa Econômica Federal, relativos aos 18 primeiros testes disponíveis da Timemania, sobre os torcedores brasileiros, mostram a verdadeira popularidade dos clubes nacionais de todas as grandes regiões futebolísticas brasileiras. As suas análises e conclusões apontam para a necessidade da organização imediata de uma Super Copa do Brasil, já a partir de 2009, negociada com as Redes Nacionais de Televisão visando o financiamento do futebol de todas as regiões do país, num montante mínimo de cerca de R$ 320 milhões. A negociação de um mega patrocinador, estilo Santander, poderia agregar, ainda mais, alguns milhões à fatura, além de patrocinadores especiais e recursos advindos das placas de publicidades estáticas e dinâmicas nos estádios.

Considerando essa fantástica pesquisa de mercado ( muito superior a qualquer pesquisa, jamais realizada, por qualquer dos institutos de pesquisas do país, pois abrange um universo de cerca de 1,8 milhões de apostadores da Timemania, por 18 semanas consecutivas) e, lógico, que resultaria numa audiência comprovada da televisão nas regiões correspondentes, esse conjunto de certames seria visto por cerca de 4,0 milhões de torcedores em potencial pelos canais de TV aberta, por assinatura e “pay-per-view”. Os jogos seriam transmitidos no âmbito de cada região, rendendo a cada conjunto regional, para os clubes participantes e as Federações Estaduais respectivas, os seguintes valores:


Os valores foram calculados com base na pesquisa de mercados da Timemania, fornecida pelos dados mercadológicos oficiais da Caixa Econômica Federal e, portanto, científicos e incontestáveis. Detalhes esses, dos quais, havia muito tempo já tínhamos conhecimento, e que publicamos, aqui mesmo, em nosso Blog, com base na população e na riqueza (PIB) de cada Estado. Com o incremento dos clubes estaduais excluídos do quesito “Clubes do Coração”, o número de apostadores, a arrecadação e o potencial dos certames regionais cresceriam, ainda muito mais.

Aproximadamente, R$ 100 milhões seriam destinados à segunda fase desse grande conjunto de certames, ao estilo da antiga Copa dos Campeões, em sedes fixas, ou no atual estilo da Copa do Brasil, em sedes isoladas e alternadas.

Com relação aos tradicionais certames estaduais, os mesmos não deixariam de acontecer, pois, as Séries “Bs” regionais funcionariam como fases preliminares de cada certame estadual, com exceção dos estaduais do Rio e São Paulo que seriam os próprios regionais, integralmente. No caso dos certames estaduais com vários Estados, entretanto, essas fases preliminares teriam maior competitividade, maior visibilidade e maior rentabilidade, já que os financiamentos estaduais poderiam cobrir essas fases estaduais das Séries “Bs” regionais com muito mais recursos para os clubes médios e pequenos de cada Estado. Para os grandes clubes estaduais, essa divisão significaria menos desgastes, menos partidas deficitárias, menor custo e muito mais recursos dos certames regionais. Enfim, todos ganhariam.

Ainda, em contrapartida, os clubes campeões das Séries “Bs” regionais disputariam as finais desses certames com os campeões dos demais Estados da região, em finais eletrizantes das Séries “Bs” regionais e valendo uma vaga para as séries “As” regionais do próximo ano, nos quais, o volume de recursos seria muito maior, o que compensaria os investimentos nos certames das Séries “Bs”.

Também, os melhores dessas segundas divisões regionais disputariam as finais dos certames estaduais com os grandes, após os términos dos regionais, com grande motivação e valendo, também, uma vaga para os regionais da série A do próximo ano, uma vez que os campeões estaduais teriam as suas vagas garantidas naquelas competições. Esses finais estaduais poderiam ser realizados em junho em torneios quadrangulares ou hexagonais altamente rentáveis para os grandes clubes estaduais e para os melhores entre os médios e pequenos.

Outro ponto positivo, seria o fim definitivo e incomodo da superposição de jogos pelos jogos da Copa do Brasil e da Copa “Libertadores”, uma vez que os certames regionais brasileiros seriam as próprias fases preliminares dessas mesmas Copas. Trata-se de um Calendário com um nível de perfeição otimizado..

Para que os campeonatos brasileiros das Séries A, B e C pudessem ter os seus jogos em sistema de pontos corridos e jogos de ida e volta, bastaria dividi-los em grupos menores de 10 ou 12 clubes, com os melhores de cada grupo entrecruzando-se em quadrangulares ou octogonais finais. No novo calendário, esses certames estariam previstos entre agosto e inicio de dezembro, sendo mais enxutos, mais competitivos, mais rentáveis, com menores custos e, principalmente, com menores desgastes físicos para os atletas, árbitros, treinadores e dirigentes e também com menos viagens aéreas estressantes, estafantes e tanatofóbicas e sem a estropiação física e mental dos atletas. A Série D do Certame Brasileiro poderia ter a participação de todos os clubes estaduais das Séries “As” locais, de menor porte e de todas as unidades federativas, em grupos estadualizados – atuais Copas Estaduais - mas, com o direito de acesso as demais divisões nacionais por méritos próprios das agremiações, com uma maior mobilidade para todos e a garantia prevista no Estatuto do Torcedor de atividades operacionais em no mínimo 10 meses ao ano. Apenas 32 clubes participariam da segunda fase da Série D, sendo os 27 campeões dos grupos estadualizados e mais os vices dos cinco Estados mais ricos.

Considerações Finais:

Todos os dirigentes dos clubes regionais desses grandes conjuntos territoriais, no caso específico do Brasil, devem tomar conhecimento de que as negociações para implantação desse magnífico bloco de certames, apesar do esforço, manifestações e reuniões das Federações interessadas, não avançam em função, segundo a imprensa regional, de uma ação judicial, já ganha, que a Liga de Futebol do Nordeste moveu contra o Sistema Federal de Futebol, organizador oficial do Campeonato Regional do Nordeste entre 1997 e 2002, o qual, foi abruptamente extinto sem quaisquer considerações pelo comando do nosso futebol e ganha pelos reclamantes em todas as instâncias judiciais. Segundo se comenta nos bastidores, o comando maior do futebol brasileiro somente autorizaria a volta das competições em caso da desistência da ação pelos impetrantes.

Supõe-se que o impasse não estaria do lado dos clubes interessados na volta dos certames regionais, mas, nos espertos ex-dirigentes da Liga que sabem que a desistência da ação implicaria na perda de suas comissões mercadológicas sobre a tal indenização milionária, cujo percentual deve girar em torno dos R$ 10 milhões, o que frustra as expectativas dos dirigentes federativos e dos clubes regionais.

Quanto aos valores dos clubes, os verdadeiros prejudicados com todo esse mal entendido, juntamente, com os seus dirigentes atuais, os atletas, os treinadores, os árbitros, os milhões de torcedores e as respectivas federações, poderiam forçar a retirada da ação, pois, têm chances reais de ganharem cerca de R$ 150 milhões (Três vezes os valores da indenização), nos próximos cinco anos, desde que o sistema federal de futebol garanta em documento jurídico a implantação desse novo conjunto de certames.

O imbróglio seria, facilmente, solucionado, se os dirigentes dos clubes se conscientizassem do erro econômico-financeiro que estão cometendo e com a esperteza de verdadeiros administradores, se reunissem em Conferências Regionais Permanentes Mistas, compostas pelos clubes e Federações correspondentes e lavrassem documentos de autorização de cada Fórum, nomeando a Confederação Brasileira de Futebol, seus bastantes procuradores, para negociar esse portentoso conjunto de campeonatos, que pertence, legítima e exclusivamente, ao Sistema Federal de Futebol e as suas entidades desportivas afiliadas em todo o Brasil, e a ninguém mais.

Sugere-se uma taxa de administração de todo o conjunto para a Confederação correspondente a 10% (dez pontos percentuais) do total do pacote, a qual, poderia, tranqüilamente, arcar com esse valor indenizatório dos empresários do setor mercadológico esportivo, no primeiro ano e fechar o pacote global com as Redes Nacionais de Televisão interessadas, saindo, ainda com lucro no primeiro ano e nos anos seguintes.

Também, as federações receberiam o mesmo percentual sobre os valores distribuídos aos seus respectivos clubes, como taxa de administração dos certames, o que seria uma grande fonte de recursos para a manutenção das atividades operacionais das entidades federativas estaduais, enquanto, os clubes, ainda, receberiam 90% do saldo disponível. As despesas de administração de certames desses portes são imensas e o fim do paternalismo amadorístico seria altamente salutar para a saúde e o desenvolvimento, também, das entidades federativas.

As empresas de mercadologia esportiva, escolhidas para auxiliar as entidades e os clubes na organização dos eventos, poderiam receber 20%, mas, apenas, sobre os valores extras agregados pelos patrocinadores especiais e extraordinários, cujos valores pudessem ser incrementados ao pacote e sobre as vendas das placas estáticas e dinâmicas de publicidade nos estádios.

Seria, não tenhamos dúvida, um grande negócio para todos participantes da comunidade futebolística nacional.

Esse conjunto de campeonatos em etapas regionais com afunilamento ao nível nacional, na segunda fase, tem a fórmula de sucesso dos fantásticos certames da NBA – North-American Basketball Association, da NFL – North-American Football League e da NBL – North-American Baseball League, realizadas, anualmente, nos Estados Unidos da América e que rendem cotas televisivas e de patrocinadores superiores a US$ 2 bilhões em cada conjunto, montante, que alcançaríamos, tranqüilamente, em pouco mais de uma década.

Para complementar a fatura, as Conferências Permanentes poderiam, ainda, aproveitar as reuniões para aprovar, democraticamente, ainda para os meados de 2009, a Cosen-Brasil-2009 ( Copa de Seleções Estaduais Nativas), semelhante à Copa Euro-2008 que contou com 16 seleções nacionais da Europa, cujo continente, é hoje uma Federações de 27 unidades territoriais com parlamento e moeda únicos, semelhante ao Brasil e cujo sucesso foi visto por todos os brasileiros através da Rede Record de Televisão.

Essa Copa, que já existia no Brasil desde o começo do século, até o ano de 1963 e que era de grande sucesso, foi desativada por um equívoco lamentável dos dirigentes dos clubes sob a alegação de que as Federações não pagavam os salários dos jogadores, no período de convocação. Esse fato é de uma pobreza de espírito e imaginação assustadores e demonstra a curta visão estratégica dos dirigentes que assim procederam, pois, somente a convocação dos atletas, além de uma festa cívica de grande visibilidade nacional e internacional, tinha um aspecto altamente positivo sobre o ânimo de todos os torcedores nacionais, os quais, antes e durante as convocações discutiam acirradamente o processo de convocação em cada Estado, tanto pela disputa de prestígio de cada torcida, quanto, pelos aspectos de valorização dos atletas no mercado nacional e internacional. As chamadas “externalidades” positivas proporcionadas pelas convocações de seus atletas, significavam para os clubes contemplados uma valorização muitas vezes superior aos valores dos salários dos jogadores. É o que chamamos de mentes tacanhas, ignorantes e imediatistas.

A referida competição poderia ser realizada a cada dois anos, em julho de cada ano, antes das disputas da Copa América, nos anos ímpares, inclusive, como forma de fortalecer a convocação da Seleção Nacional para a referida competição continental – 2009 – 2011 – 2013 – 2015 etc.- em sede fixa. A primeira delas poderia ser realizada no Estado de São Paulo que conta com uma infra-estrutura excelente de estádios. Os permanentes investimentos nos estádios brasileiros dos Estados interessados em promover a competição, como forma de atrair turistas domésticos e internacionais, teriam efeitos excelentes sobre os preparativos para a Copa de 2014 a ser realizada no Brasil e o fortalecimento de nossa infra-estrutura de estádios e aperfeiçoamento urbano das cidades contempladas. Um negócio da China..

A divisão de recursos poderia seguir o mesmo padrão das Copas Regionais interclubes como fases classificatórias dessa nova Copa do Brasil, no caso da Copa de Seleções Estaduais, contemplando no máximo 30% para as Federações e 70% (negociação em aberta), para os clubes de todas as Federações participantes, acabando-se com o impasse relativo ao pagamento dos salários dos atletas.Jamais, com todas as receitas e arrecadações para as Federações, como era no passado, fato real que motivou a extinção dos referidos torneios.

Uma Copa dessa magnitude vale hoje no mercado consumidor brasileiro televisivo e publicitário montante superior a R$ 100 milhões, apenas para começar.

Francamente, nem sabemos porque tanto insistimos em obter recursos para esses moribundos por opção. A verdade é que a nossa psicose, acreditamos, advenha da nossa tristeza em ver a cultura futebolística regional se deteriorar a cada dia, sem que os verdadeiros responsáveis tomem qualquer providência.

Já viram uma boiada de corte cabisbaixa e conformada sendo encaminhada para o matadouro? Essa é imagem que nos vêm à cabeça.

Resumo do Calendário Nacional (Sugestão)

Calendário otimizado, praticamente sem a superposição de jogos e, por conseguinte, sem o dilema da priorização que prejudica os clubes de jogos superpostos nos demais certames que participa.

Exemplo: São Paulo F.C. nos campeonatos paulista e brasileiro e o Fluminense no Campeonato Brasileiro de 2008.

Ambos, tiveram que priorizar a Copa Santander-Libertadores e voltaram ao Brasileirão em situação precária, fenômeno prejudicial que ocorre todos os anos com inúmeros clubes.O Sport teve que priorizar a Copa do Brasil e jogar com a equipe reserva em vários jogos do Brasileirão. Com o Calendário Otimizado, esse desastre seria banido para sempre.

Então, vamos às datas:

15 de janeiro a 30 de maio – Série A regional - 08 certames regionais aos domingos, como fases preliminares da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.Participação de todas as regiões brasileiras numa verdadeira integração do povo brasileiro e do seu futebol no continente.Financiamento das Redes Nacionais de Televisão, conforme acima delineado.

15 de janeiro a 30 de abril - Em paralelo, às quartas-feiras e domingos – 08 certames regionais da Série B com os clubes médios e pequenos estaduais.Fase final em maio.Financiamento ao nível dos Governos ou patrocinadores estaduais.Vejam que os confrontos seriam os mesmos dos certames estaduais transformados em fases classificatórias para as finais destes.

Deste modo, a alegação de que os certames estaduais seriam prejudicados não procede, em absoluto. Ao contrário, um grande incentivo é oferecido aos clubes médios e pequenos que seria uma possível participação na Série A regional correspondente, de alta rentabilidade confirmada pelos valores acima, com duas chances ao ano de se obter essa vaga.A primeira, via Série B e a segunda, via a conquista do certame estadual, cujo campeão teria vaga garantida na Série A do ano seguinte.

05 de junho a 30 de junho – Fases finais dos certames estaduais entre os grandes da Série A regional e os melhores da Série B. Torneios de tiro curtíssimo, mas, de grande rentabilidade e estádios lotados. Alternativa: 15/11 a 15/12 de cada ano, para se evitar superposição com as demais competições. Com advento de octogonais finais nas diversas séries do Campeonato Brasileiro, seria uma forma de movimentar os clubes já excluídos em torneios rápidos em todos os Estados e fechar o ano com chave de outro.

01 de julho a 10 de agosto – Fase final da Copa do Brasil em grupos de quatro e mata-matas finais, ao estilo da antiga Copa dos Campeões, em sedes localizadas para evitar os jogos de volta. No caso da opção por jogos isolados em sedes distintas e jogos de ida e volta, o sistema seria realizado em sistema de mata-mata com uma pequena superposição sobre as finais estaduais. Premiação de R$ 10 milhões para o Campeão Nacional contra apenas R$ 3,5 milhões da atual Copa Libertadores, cujo campeão poderia ter a sua a vaga garantida e relativa à Confederação Brasileira na Copa Mundial Interclubes de Tokyo, em dezembro.

Caberia à CBF lutar por essa conquista junto à FIFA.

Também, esses torneios seriam mais eletrizantes que os mata-matas da atual Copa do Brasil, pois, contariam com os 08 melhores clubes do brasileirão do ano anterior. Os dirigentes dos grandes clubes, contemplados com as suas vagas na Copa “Libertadores”, têm reclamado que gostariam que seus clubes, também, participassem da Copa do Brasil atual.Na verdade, esses jogos finais da Copa do Brasil já seriam a própria Copa “Libertadores”, no âmbito da nossa Confederação, em paralelo com as finais da Copa “Conmebol”.O Campeão da Conmebol, também, teria a sua vaga garantida da respectiva Confederação, na Copa Mundial Interclubes.

15 de agosto a 05 de dezembro – Campeonatos Brasileiros das Séries A, B, C e D.

Agosto: Única Superposição de jogos no início de uma competição:

Finais da Copa “Santander-Libertadores” com 04 ou 08 clubes do Brasil e 04 ou 08 da Conmebol. Única superposição do ano. Esses jogos finais da Copa Libertadores seriam no meio de semana com os jogos do Brasileirão aos domingos. O ideal seria apenas 04 clubes brasileiros e 04 da Conmebol, ou mesmo, apenas um quadrangular final com dois do Brasil e dois da Conmebol, em Tiro curtíssimo.Quanto menor, melhor, para minimizar ao extremo qualquer tipo de superposição.

O clube Campeão teria a terceira vaga do continente na Copa Mundial Interclubes. Após o término da Copa “Libertadores”, os jogos dos certames brasileiros poderiam passar a ser realizados às quartas-feiras e domingos, sem, absolutamente, mais nenhuma superposição. A Copa Sul-Americana seria extinta, por absoluta inutilidade, uma vez que apenas atende aos interesses particulares e não dos clubes, federações e do futebol brasileiro e sul-americano.

Os Jogos amistosos da Seleção Brasileira, Copa América e Eliminatórias para Copa do Mundo continuariam a ser realizados em datas bem intercaladas, como atualmente.

Nos anos ímpares, os jogos da Copa Brasil de Seleções Estaduais Nativas, conforme sugerida, seria realizada durante o mês de junho, em paralelo com as finais dos Estaduais, antes da Copa América que seria em realizada em julho ou jogar as finais dos estaduais para dezembro. Tudo para evitar qualquer tipo de superposição de jogos com os mesmos atletas.

Outra saída, poderia ser a não convocação de alguns poucos jogadores dos finalistas para não atrapalhar o brilho dessas finais, uma vez que muitos jogadores poderiam vir dos clubes estaduais em recesso e outros jogadores nativos atuantes em outros Estados em clubes não participantes das finais locais.

Em compensação, haveria muitos recursos para as Federações e Clubes Estaduais. Uma grande premiação em dinheiro poderia ser ofertada para as Federações Finalistas, como incentivo. Os clubes poderiam arcar, tranquilamento, com os salários dos atletas em apenas uma mês, tendo em vistas o recebimento de parte dos recursos da televisão e a valorização dos seus atletas convocados.

Os atletas participantes dessa Copa teriam grande valorização na liberação de seus direitos federativos, como uma espetacular vitrine para os clubes de todo o mundo, para onde seriam transmitidas as imagens dessa grande Copa, somente superada pela Copa Européia de Seleções

.O turismo nacional e internacional seria altamente incrementado nos Estados sedes, podendo receber o torneio, incentivos dos órgãos estaduais e federais de turismo, além de melhorias urbanas nas cidades escolhidas como sedes. Façam um paralelo com a Copa Euro-2008, onde várias cidades e estádios da Suiça e da Áustria receberam inúmeros melhoramentos, com a efetiva melhoria da qualidade de vida naquelas cidades.

As Federações dos países e clubes afiliados da Conmebol na América Espanhola adotariam o mesmo sistema de divisão em grupos regionais, conforme sugestão a seguir:

Apenas, como sugestão, para discussão:

Grupo Norte: Clubes do México e Venezuela
Grupo Noroeste: Clubes do Colômbia e Equador,
Grupo Oeste::Clubes do Chile e Peru
Grupo Centro: Clubes da Bolívia e Paraguai
Grupo Sul: Clubes da Argentina e Uruguai

Esses grupos teriam os países intercalados nos anos seguintes para motivar as competições e diversificar o intercâmbio.

Os vencedores dessa etapa, que incluiria um número muito maior de clubes de todos os países, afunilariam para 24 ou 16 clubes, dos quais, os 08 primeiros disputariam com os 08 primeiros do Brasil, as finais da Copa Santander-Libertadores da América (veja o número ideal de clubes sugeridos acima). Este seria um conjunto de certames mais rentável, menos desgastante e de custos infinitamente inferiores, numa verdadeira integração continental e dando oportunidade aos clubes de todas as regiões brasileiras (27 Federações) e da América Espanhola (10 Federações).

Como integrantes de Confederações, que são, os clubes campeões da Copa do Brasil e da Copa Conmebol teriam suas vagas garantidas na Copa Mundial “Interclubes”, assim como, o Campeão de Copa Santander- Libertadores seria contemplado com uma terceira vaga continental, após a aprovação da Fifa, claro!

As férias regulamentares iriam de 15/12 a 15/01 do ano seguinte para 99,33% dos atletas nacionais. Os 02 ou 03 clubes brasileiros participantes da Copa Mundial Interclubes realizada com 16 clubes de todos os continentes em 04 sedes e 04 quadrangulares olímpicos e um quadrangular, também olímpico final, no Japão, tomaria apenas 06 datas, ou 03 semanas. Por exemplo, em 2008 - 07 a 23/12/2008 (03 quartas-feiras e 03 domingos). As férias desses poucos atletas se prolongariam até 23/01 do ano seguinte. Sugestão para os participantes: 04 da Comunidade Européia e restante da Europa, 03 do Brasil e América Espanhola Sul, 03 da América do Norte e Central, 03 da Ásia e Oceania e 03 da África e Comunidade Árabe.


Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 15:00

Revisto em 20/07/2008 às 02:27

domingo, 15 de junho de 2008

Acorda Brasil!

O Leão de Chácara nordestino dos Treze sagrou-se Campeão da Copa Dois Brasis.

Não sabemos quando, mas, gostaríamos muito de saber, com quantos anos, Brasília irá, finalmente, irradiar um pouco de poder constituído democrático para o Brasil como um todo e sem viés.

Há cerca de quarenta anos atrás, existia em nosso país uma competição denominada Taça Brasil.

Esta grande Copa Brasileira tinha características semelhantes com a atual Copa Dois Brasis.

Em virtude do seu descomunal território continental, o país era dividido em duas metades aproximadas – Norte/Nordeste e Centro-Sul. Os clubes de Estados vizinhos eram agrupados, dois a dois, e disputavam partidas eliminatórias em jogos de competitividades equiparadas. Por razões estratégicas contra a autofagia, os grandes clubes pauliôcos já entravam nas fases finais.

À proporção que a competição afunilava, a vez e a voz dos competidores engrossavam o caldo com a definição dos semifinalistas das duas grandes sub-regiões.

Veja a relação dos clubes semifinalistas nos dez anos que durou a competição:

Ano
Campeão
Vice-campeão
3º lugar
4º lugar
Artilheiro

1959
Bahia (BA)
Santos (SP)
Grêmio (RS)
Vasco da Gama (RJ)
Léo (
BAH) 8 gols

1960
Palmeiras (SP)
Fortaleza (CE)
Fluminense (RJ)
Santa Cruz (PE)
Bececê (
FOR) 7 gols

1961
Santos (SP)
Bahia (BA)
América (RJ)
Náutico (PE)
Pelé (SAN) 9 gols

1962
Santos (SP)
Botafogo (RJ)
Sport (PE)
Internacional (RS)
Coutinho (SAN) 7 gols

1963
Santos (SP)
Bahia (BA)
Grêmio (RS)
Botafogo (RJ)
Pelé (SAN)Ruiter (CON) 12 gols

1964
Santos (SP)
Flamengo (RJ)
Ceará (CE)
Palmeiras (SP)
Pelé (SAN) 7 gols

1965
Santos (SP)
Vasco da Gama (RJ)
Náutico (PE)
Palmeiras (SP)
Bita (
NAU) 9 gols

1966
Cruzeiro (MG)
Santos (SP)
Náutico (PE)
Fluminense (RJ)
Bita (
NAU)Toninho Guerreiro (SAN) 10 gols

1967
Palmeiras (SP)
Náutico (PE)
Grêmio (RS)
Cruzeiro (MG)
Chiclete (
TRE) 6 gols

1968
Botafogo (RJ)
Fortaleza (CE)
Cruzeiro (MG)
Náutico (PE)
Ferretti (BOT) 7 gols

Fontes: Wikipédia e RSSSF-Brasil.

Em dez anos de existência da competição, sempre havia um ou dois clubes do nordeste nas semifinais da Taça Brasil. Mesmo, considerando que o Botafogo-RJ e o Palmeiras-SP desequilibravam a competição com os seus elencos portentosos e, principalmente, o Santos com Pelé e Cia., as demais regiões do país tinham grande participação no certame. Em dez anos, cinco clubes do nordeste foram vice-campeões da competição, e uma vez Campeão, com os artilheiros nordestinos emplacando em seis temporadas, sendo alguns dos clubes de Estados menores como Chicletes do Treze F.C. e Ruiter do Confiança-SE. UMA VERDADEIRA FESTA DE INTEGRAÇÃO.

Enquanto durou, a soberba e lícita competição, para os padrões da época, sempre apontava um ou dois grandes clubes do eixo inicial Belo Horizonte-Rio-São Paulo-Curitiba-Porto Alegre e Centro-Oeste e um ou dois do eixo inicial Manaus-Belém-São Luiz-Fortaleza-Recife-Salvador. Muitas vezes, os clubes dos Estados menores chegavam na fase anterior às semifinais, em rivalidades regionais de jogos animadíssimos.

Todos que viveram aqueles momentos de alegria da antiga Nação integrada, recordam-se, com saudade, os memoráveis embates entre os grandes clubes semifinalistas de Fortaleza, Recife e Salvador (Fortaleza, Ceará, Náutico, Santa Cruz, Sport e Bahia) contra os clubes semifinalistas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre (Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Flamengo, Fluminense, Santos, Palmeiras, Grêmio e Internacional). Esses espetáculos finais magníficos ocorriam todos os anos e não somente um há cada 20 anos.

Essa magnífica Taça Brasil deveria ter evoluído para o sistema de grupos de quatro clubes como a atual Copa Santander-Libertadores e em seguida ter dado um salto qualitativo para os grandes certames regionais implantados entre 1997 e 2002 no Brasil, como fases classificatórias para as finais da Copa do Brasil.

Em passado recente (2000-2001-2002) existia um grupo de competições com essas características de integração do futebol brasileiro, os quais, culminavam com uma extraordinária Copa dos Campeões.

Essa seria a verdadeira Copa do Brasil, justa, íntegra, isonômica, competitiva e lícita.

Entretanto, os eternos açambarcadores de vantagens não aceitaram o fato do Paysandu ter conquistado uma vaga na Copa Continental de 2002 e ter representado o Brasil à altura de um grande clube que é.

Em 2000, o Sport Clube do Recife já havia se sagrado vice-campeão numa disputa acirrada contra o Palmeiras e esse crescimento dos clubes das demais regiões não agradava aos espertos do eixo Belo-Rio-S.Paulo-Porto Alegre, acostumados a mandar e desmandar no futebol do país, desde 1987.

E assim, reunidos numa Granja alhures, decretaram o fim da democracia incipiente e conquistada em uma década de lutas de toda a comunidade futebolística nacional, em uma única canetada.

Brasília e o seu Ministério Soviético dos Esportes que havia subscrito a implantação dos certames, viraram-se, rapidamente, de costas para os clubes desprezados do país.

O jogo desta última quarta-feira em Recife, entre Sport e Corinthians matou a saudade dos velhos tempos imemoriais das décadas de cinqüenta e sessenta.

Vinte anos, tristes e acabrunhantes, se passaram, desde que uma concessionária pública de TV e uma dúzia de espertalhões decretaram o encolhimento do nosso futebol para beneficiar, exclusivamente, os seus sócios.

A atual Copa Dois Brasis é o símbolo da lenta agonia por que passa o futebol brasileiro atual. Começa com jogos dirigidos e desproporcionais entre 20 clubes milionários por decreto da TV e de uma Associação já condenada pelas organizações internacionais do futebol contra os pobres clubes moribundos do Brasil dos excluídos, esfarrapados, espoliados e carcomidos, de segunda classe.

Em duas décadas de existência, um e apenas um clube, da metade setentrional e central do país teve condições de ganhar uma Copa Dois Brasis e poder disputar a integração continental de fancaria estabelecida pela convergência de dominação futebolística. Mesmo assim, trata-se de um sócio intruso da tal Associação, que despreza os demais grandes clubes de Pernambuco, o Náutico e o Santa Cruz, os quais, definham a olhos vistos, num grande desserviço ao futebol de Pernambuco e do país. O mesmo ocorre em Goiás, onde o Vila Nova e o Atlético estão excluídos da grande farsa em benefício do Goiás e no Paraná, onde o Paraná Clube e o Londrina são os excluídos. Os clubes dos demais 18 Estados estão totalmente excluídos.

Infeliz é o país que possui uma competição dita Nacional que elimina 50% dos competidores deserdados na primeira rodada, a maioria com apenas um único jogo.

Que participar da festa otário? Participe se quiser. Mas, as regras são claras. Nós ganhamos tudo e vocês perdem sempre.

O esforço do Presidente Juscelino, ao criar Brasília, para integrar o país e descentralizar a renda e o poder, continua uma quimera.

Bons tempos em que Manaus, Belém, São Luiz, Fortaleza, Recife, Salvador e Goiânia tinham algum peso no futebol brasileiro.

Hoje e há 20 anos, quem manda e ganha toda a grana e todas as competições são os 12 clubes mandarins da Convergência de Dominação já citada, com o acoplamento de alguns pesos mortos de Recife, Salvador, Curitiba, Goiânia e Campinas, que não passam de chupa-dedos e recolhedores das migalhas dos milionários.

Esperamos, sinceramente, que os 12 ou 14 governadores dos Estados mais ricos, que foram chamados a colaborar e participar no esforço conjunto para a Copa do Mundo de 2014 chamem os espertalhões na chincha e ponham um fim a essa vergonha institucionalizada.

De qualquer modo, a justa e meritória vitória do Sport Clube do Recife na Copa Dois Brasis é uma luz no fim do túnel. Só nos resta sabermos, se o clarão ofuscante não se trata de um holofote da Locomotiva da Morte com os seus treze vagões de esterco e máquinas caça-níqueis viciadas.
Editado com nostalgia por Roberto C. Limeira de Castro às 14:28 para que os jovens deste país saibam que o futebol brasileiro já foi muito melhor que é hoje.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Impressões da Viagem Fantástica ao Tabajaririquistão

Reencontro com o Reino dos Amadores e Paspalhões do futebol.

Um milionário do antigo Vikingstão colocou o Basbacquistão - corruptela de PAS-PAC-QUISTÃO – à venda pela bagatela de US$ 50 bilhões, enquanto, meia dúzia de monges jurados de morte do Neo-Catesquistão tentam separar a Província do Xinguquistão, deixando a República do Impostômetroquistão em completo apagão nas próximas décadas. A ação anti-social contra o futuro de 190 milhões de habitantes do país está sendo implementada com apoio da guerrilha invisível-alienígena do Ongquistão e do Cayapósquistão e visa impedir a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, cujo projeto pretende gerar energia limpa e fundamental para os 23 milhões de habitantes da região norte e para o desenvolvimento econômico regional e nacional.Enquanto isso, o soberano do EiaRimaquistão, Mink I que substituiu Pelé-ga I, combate intensamente os incendiários do Sojiboisquistão.

Até aí, tudo como dantes no castelo de Abrantes.

Entrementes...por conta do batizado da nossa primeira neta, tivemos que viajar até o país do Tabajaririquistão (Terra dos Tabajaras e Cariris), já pacificados, mas, ainda, renitentes quando se trata do comando do Caixa das Aldeias Desunidas.

Três anos se passaram da última visita em 2005 e pouco mudou na pasmaceira, onde os Albuquerques-Maranhão, proprietários da província litorânea do Cunhaúquistão há 500 anos disputam o Palácio da Redenção com a aliança dos Cunhas e dos Lucenas do Caririquistão numa maratona sem fim de impugnações, recursos e liminares.

Indignado com os países limítrofes mais ricos que esmagam a economia dos mais fracos, segundo o seu diagnóstico, o príncipe herdeiro do Caririquistão, Cunhão II, viajou, recentemente, até o Tataristão na Federação Russa para negociar a exploração das extensas jazidas de petróleo do Dinossauroquistão e a possível construção de uma refinaria no eterno anexo do Frevoquistão, do Axéolodumquistão e do Cabeçachataquistão.

Certamente, também, já desconfiou que no país dos milagreiros, o nosso petróleo somente está disponível nas possessões de 300.000 Km² do Pauliocquistão de propriedade exclusiva da Petropaulioca S.A. No restante dos 8.200.000 Km², o ouro negro, assim como o futebol e outras cocitas estão terminantemente proibidas por decreto real de Sua Majestade Dom Serra Cabral Teixeira de Orleans e Bragança.

Esta província petrolífero-etanóica única por decreto imperial encontra-se, entretanto, em estado permanente de rebelião civil, com os vários grupos guerrilheiros do Cvquistão dividindo o domínio das montanhas do Favelisquistão, do Narcotrafiquistão, do Canabisquistão com os traficantes de botijão de gás da Miliciaquistão. Na província aliada ao sul, a guerra sem trégua se trava entre os guerrilheiros do PCCquistão e os agentes do Presídioquistão sob a proteção do exército do Prendiquistão.

Enquanto isso, intenso é o sofrimento dos moradores das baixadas do Cruzcredoquistão, do Xeirapóquistão e Viacrucisquistão, que vivem em pânico permanente em função das balas traçantes perdidas da guerrilha sem fim. Essa guerra entre Caveirões e Caveirinhas é tenebrosa e desigual, onde todos os cidadãos têm que andar com cuecão de plástico e fraldas descartáveis, vela de funeral e jornal para cobrir o corpo, pois, a qualquer momento podem bater a cassuleta, inadvertidamente.

Guerrilha energética de selva, de verdade, ocorre, entretanto, no território do Basbacquistão por conta da insurgência da província estatal do EiaRimaquistão onde Eia Rima com Peia nos tornozelos dos habitantes da Federação dos Estados Inexistentes, que o novo gestor do engessamento compulsório das Províncias abandonadas do Setentrião estão sob o comando discricionário de Mink I, parente próximo dos ecológicos cachalotes Mink que substituiu Pelé-ga I, soberana verde do Acrequistão, agora elevado a paraíso da Cana-de-Açúcar e do etanol.

Ele ameaça seqüestrar todos os bois encontrados em meio a grande floresta num raio de 5.000.000 Km² que não apresentem o certificado de pedigree e prova de que nasceram de gado certificado pelos frigoríficos europeus e asiáticos. Para isso, já entregou a vastíssima reserva de etanol de madeira destinada a ser queimada para a produção de fumaça e CO2 pelos temerários do Sojiboisquistão ao Exército e a Guarda Nacional, os quais, deverão contratar mais cerca de 1 milhão de fiscais. O lema do novo soberano é o bolero de Elis Regina “Dois para lá, dois para cá”.

Mas, voltando ao objetivo da viagem, sempre fomos ligados ao futebol por laços de infância (cachaça primeva) e para inspecionar os novos avanços dos clubes Tabaréus, comparecemos a alguns alçapões do Teimosoquistão para verificar o estágio tecnológico dos grandes clubes locais da aldeia de Piragibesquistão, os chamados Teimosões com as suas Teimosinhas.

Explicamos: Teimosinhas são escadas largas e de pequeno porte, levantadas em alvenaria com recursos dos abnegados aposentados, em meio ao lodo e ao lamaçal para cerca de 300 testemunhas cada, que ainda comparecem ao que restou de uma velha rivalidade futebolística de cerca de 80 anos chama Botauto (Botafogo-PB versus Auto Esporte Clube).Eles juram que são arquibancadas, mas, são na verdade, o atestado da decadência do futebol da Capital da velha Piragibesquistão.

Enquanto isso, a dinastia do Kingsportquistão continua soberana nos seus 30 anos de política de arrasa-terra e de lealdade canina ao Rei da Cocada Preta dos Pauliôcos. Para quem não sabe, pauliôcos são os habitantes do Pauliocquistão, província hegemônica do sudeste e aliada do Belôquistão e do Guaíbaquistão no país imaginário da Bota Brasileira do Vitalícioquistão. Para ser um desastre completo só falta o S.

Recentemente, os camisas pretas da conexão Prende-Solta tomaram de assalto a sede da Holding dos materiais esportivos na operação Desratox, com mandado de busca e apreensão, algemas e interventor federal, por conta de uma rixa com um ex-aliado que caiu em desgraça e bastou um telefonema do Soberano do ArquivabortaCPIsquistão para a esplanada de Copadequatorzequistão para que a princesa do Holywoodquistão voltasse com os seus herdeiros cinematográficos ao trono.

Ovacionada pelas dezenas de assalariados de sua extensa folha de pagamentos de R$ 100,00 mensais por cabeça, a Madrinha dos amadores fantasmas re-assumiu o trono e, ainda, recebeu a nomeação para o alto cargo de Sub-Presidente do Contra-vice da Sub-Secção Nordeste do Vitalicioquistão e de lambuja a indicação do Patriarca Matheus do Nordeste para o elevado cargo de Conselheiro Ancião dos Treze Cafifas, em reconhecimento pelos excelentes serviços prestados ao Clube dos Treze.

A Aldeia de Piragibequistão continua linda e agora bem cuidada pelo novo Alcaide-Mor. Mesmo assim, ele caiu em tentação e resolveu caiar pela décima vez os muros, as escadas largas de alvenaria e as muretas do alambrado do velho estádio do Dolaport para que os peladeiros do bairro de Cruzdasarmasquistão continuem com as suas peladas imemoriais. Uma obra de “plus ultra prioridade” para os interesses futebolísticos dos amadores e paspalhões da Província do Tabajaririquistão.

Outra coisa boa que presenciamos foi a Copa Nordeste de Seleções Juvenis de Basquete, muito bem organizada pela FPB e que terminou com a merecida vitória da Seleção do Tabajaririquistão. A tristeza ficou por conta do que restou do maior clube sócio-esportivo da Província, que teve de ser pintado e retocado para tirar o mofo da bancarrota.

Lá pelas tantas, bateu o desespero nos organizadores quando despencou um toró e a cobertura do outrora Colosso de Miramar parecia mais uma Urupema de Alumínio. Afora esses senões, a cerimônia do basquete escolar foi muito bonita, apesar da desastrada política comunista-cubana e estatizante dos meios de produção esportivos pelo Capital Estatal burocrático, implementada pelo Ministério dos Esportes das Pedrinhas do Muro de Berlim sob o comando do PC do MB, que continua gastando R$ 500 milhões por ano para a estatização sumária e deletéria dos esportes e a construção de elefantes brancos estatais, deixando morrer a mingua os últimos clubes sócio-esportivos do país, estruturas únicas e verdadeiras de socialização dos esportes e do futebol tupiniquins. A meta deve ser a superação dos recordes de estatização dos esportes de Cuba e da vetusta e desaparecida União Soviética.

Saindo do Frevoquistão pela BR-101 em direção ao Tabajaririquistão, não viajamos 60 quilômetros até a baixada do Rio Tracunhaém e se inicia uma verdadeira escuridão futebolístico-esportiva. O eclipse cultural solar ocorre, exatamente, na metade do caminho, como por encanto.

Enquanto, na Provínica originária da Nova Luzitânia (ao sul), a apenas 110 Km de distância, os clubes são próspero, profissionais e da Série A do certame da Conexão Paulioca-Belô-Guaíba, os estádios são privados e um único jogador recebe mais de salário que toda a folha de pagamento das agremiações decaídas do Tabajaririquistão, na província vizinha, ao norte, os estádios pertencem à nomenclatura estatal, os clubes estão em petição de miséria e na Série C despencando para a Série D e os jogadores ganham menos que um auxiliar de pedreiro. A diferença básica está relacionada ao modelo de gestão adminstrativa entre as duas províncias, no campo dos esportes.

A novidade sem precedentes foi à chegada triunfal ao universo de tanto progresso futebolístico de um empresário turco de nome curioso “Pitack” que acaba de fundar uma filial do Internacional do Guaíbaquistão na Província, o qual, pretende revolucionar o futebol local com tamanha criatividade, ao lado de Clubes Amadores como a agremiação da solda de Pedro Lima, mais conhecido, como Perilima, Queimadenses, Caaporãs, Leonéis e outras preciosidades de alto intercâmbio futebolístico internacional.

Os automóveis que se dirigem aos espetáculos estacionam num atoleiro-pantanoso com depressões lamacentas de até meio metro de profundidade e os jogos são realizados num gramado carcomido pelos fungos, segundo informações de um administrador do Óvni fantasmagórico estatal.

Podiam, ao menos, serem semi-profissionais, como os papa-jerimuns do vizinho Potiguarquistão ou dos papa-sururus do Marechaisquistão, que juntos, têm três clubes na Série B, pelo menos, temporariamente.

Providências para mudar o cenário decadente ninguém toma. Sentados sobre um patrimônio estatal esportivo de mais de R$ 150 milhões, entre Óvnis fantasmagóricos e ginásios de final ÃO, os socialistas de cobertura e vitalícios confederados seguem com o sucateamento dos únicos e verdadeiros ativos esportivos da Capital do Tabajaririquistão, os moribundos E.C. Cabo Branco, Botafogo F.C. e Auto Esporte Clube, além do esqueleto de ossário, o velho e carcomido Astrea.

Das centenas de clubes amadores tradicionais, somente restam a saudade e as fotos desbotadas, após tão profícua administração.

De Tataravós para os Tataranetos, os esportes da Província do Tabajaririquistão, com os seus rios de petróleo subterrâneos , seguem no seu passo de Tartarugão.

Aqui, pelas bandas da fronteira do Olhapoucoquistão, como parte integrante do Basbacquistão, a gringalhada continua levando de trem, navio e até de avião, as montanhas, as árvores, o Açaí e até a insolação do Equador, sob as palmas e discursos patrióticos dos burocratas de plantão e ai de algum brasileiro que ousar fazer um forninho de carvão, tirar uma lasca de cipó titica ou cortar um palmito. É tanto verde no mundo para prender o coitado e derrubar o seu forninho que os nativos locais tremem somente em pensar. Futebol, agora, somente em 2009, se o Governo do Estado pagar para isto.

Abaixo, a demonstração de como era o futebol da Província do Tabajaririquistão nos anos oitentas, no início da gestão monumental, numa charge da época e como é, atualmente, num cordel do poeta José Veríssimo.



Charge publicada na gestão do Presidente Moreira pela Torcida Organizada do Botafogo F.C. do Tabajaririquistão Fogo'l no final dos anos setenta.

Cordel do Poeta Popular José Veríssimo publicado em maio de 2008, após quase 30 anos da gestão monumental do futebol do Tabajaririquistão. Leia abaixo e tire as suas conclusões:

Torcida do Botafogo

Eu também vou lamentar

No Velório do Botinha

Que findou de respirar

Façamos uma oração

Para a sua alma salvar.

x-x-x

Fica órfão o torcedor

Triste e muito pensativo

Com saudade do Botinha

Que no tempo que era vivo

Troféus vitórias e conquistas

Ganhou no campo esportivo.

x-x-x

Sua administração era

Com profissionalismo

Aos poucos mataram o bota

Vítima do amadorismo

Incompetente e insano

Insensatez e cinismo.

x-x-x

Só nos resta torcedores

Lamentar diariamente

Com este falecimento,

Enquanto os dirigentes,

Provam sua incompetência,

E zombam da cara da gente.

x-x-x

Quem nos deu tanta alegria,

Representou o nosso estado,

Orgulhou os torcedores,

Agora está humilhado,

Sua Estrela não tem brilho,

Seu fogo foi apagado.

x-x-x

Torcedores amigos vamos,

Fazer juntos uma oração,

A Nossa Senhora das Neves,

Que estende a sua mão,

E o Botinha renasça,

Na santa ressurreição.

x-x-x

Cadê os nossos políticos,

Que em muitas vezes vinham,

Se encostar no Botafogo,

Para tirar uma casquinha.

São almadiçoados aqueles,

Que exploraram o Botinha.

x-x-x

Botinha, teu salvadores,

Te deixaram abandonado,

E os pobres torcedores,

Como eu apaixonado,

Vou te mostrar a minha prova,

Visitando tua cova,

Todo dia de finado.

x-x-x

O torcedor apaixonado,

Sonha, sentia-se orgulhoso,

Sendo bem representado,

Tu sendo vitorioso,

Hoje, tua estais falido,

Porque estais sendo traído,

Por um grupo impiedoso.

x-x-x

No tempo das vacas gordas,

De todo lado se vê,

Político te paquerar,

Mas, duvido ninguém ver,

Alguém prestando socorro,

Prá não ti deixar morrer.

x-x-x

A maravilha murchou,

O gramado virou pó,

A arquibancada está,

Num desprezo que faz dó.

Faz pena quem viu, ver hoje,

A Teimosinha de Tó.

x-x-x

Seus fundadores,

Se voltassem do passado,

Via a maravilha murcha,

E o Botafogo apagado,

As estantes empoeiradas,

E os seus retratos desbotados.

x-x-x

Os nossos cronistas esportivos,

Estão todos desmotivados,

As tardinhas dos domingos,

Estão como os dias de Finados,

As torcidas e os torcedores

Estão desarticulados.

x-x-x

Minhas críticas construtivas,

Peço aos nobres conselheiros,

Que tomem iniciativa,

De torcedores verdadeiros,

Vejam o cooperativismo,

Em vez do amadorismo,

Façamos o fogão acender,

Que depois o fogo é brasa,

Queima por fora e queima em casa,

E bota pra derreter.

x-x-x

Botinha Veneno,

Ainda te vejo vencendo,

Botinha do meu coração,

Ainda te vejo campeão.

x-x-x

Autor: Poeta José Veríssimo.

x-x-x

Editado com profunda tristeza por Roberto C. Limeira de Castro às 16:50, mas, foi tudo que restou do futebol de 18 Estados brasileiros após 20 anos de vergonhosa ditadura do nosso futebol.


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Série D do Campeonato Brasileiro, uma gesto de boa vontade.

Como fazer um Campeonato Brasileiro da Série D em 2009, de modo, simples, participativo e eficiente?

Veja a simplicidade de uma proposta de organização da Série D, em apenas algumas linhas.

Em quase todos os Estados brasileiros, já existem organizadas, as Copas Estaduais - certo?

Essas copas são um paliativo para manter os clubes pequenos e médios dos Estados em atividade, mesmo que deficitárias e, totalmente, sem motivação - certo?

Para motivá-las e proporcionar uma chance de sobrevivência a todos os clubes estaduais do Brasil que participam das Copas Estaduais, bastaria transformá-las em grupos estaduais da Série D - certo?

Na seqüência, e no mesmo ano, os campeões de todas as Copas Estaduais e os vice-campeões de cinco Estados mais ricos (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná) fariam uma segunda fase da competição com 32 clubes em 08 grupos regionalizados de 04 clubes cada, com os campeões de cada grupo disputando um octogonal final - certo?

Os primeiros quatro classificados seriam promovidos para a Série C de 2010, que contaria com 20 clubes, como propõe a CBF - certo?

Assim, teríamos, 20 clubes na Série A, B e C com acesso e decenso de 04 clubes, sendo esta última, com os clubes escolhidos com base na classificação nacional da Série C de 2008, subindo quatro para a série B e descendo quatro para a Série D - certo?

Deste modo, teríamos todos os clubes estaduais da primeira divisão participando de uma das divisões do Campeonato Brasileiro de Futebol com possibilidade de acesso às Séries superiores - certo?

Esses cerca de 200 clubes receberiam o passaporte para ter acesso aos recursos da Timemania, em cujos clubes, todos os torcedores brasileiros poderiam votar como os seus verdadeiros clubes do coração em todos as unidades federativas - conforme proposta em ensaios anteriores - certo?

Com base nos votos dos torcedores de cada clube, a Caixa Econômica Federal publicaria, semanalmente, a lista dos apostadores votantes e levantaria os valores brutos arrecadados por cada torcida e calcularia o percentual líquido de cada clube. A sugestão é que 17% seriam destinados ao pagamento das dívidas federais em conta vinculada e 5% numa conta de livre movimentação de cada clube credenciado - certo?

Assim, os clubes não poderiam alegar que não teriam recursos para as despesas – certo?

Estaria bom, assim, para o seu clube?

Então lute pela idéia e solicite o empenho do seu respectivo Presidente de Federação, para que o mesmo acione o Presidente da CBF e os deputados federais e senadores do seu círculo de amizades.

Viu como é fácil? Com um mínimo de boa vontade dos dirigentes?

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 19:40

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Só rindo da ingenuidade!

O Presidente viajou a Europa para vender o peixe do etanol aos maiores sócios dos Sheiks árabes.

Segundo as últimas notícias do Planalto, o país prepara, através da sua diplomacia, uma forte campanha para convencer os holandeses e europeus a investirem no Brasil na produção de etanol. Campanhas semelhantes devem ser implementadas para pedir aos escoceses para investir na fabricação da pinga brasileira e aos noruegueses para produzir o pirarucu salgado em massa na Amazônia.
Para combater a rejeição aos biocombustíveis brasileiros, a ordem é criar escritórios de difusão da nova tecnologia na Europa e engajar os empresários usineiros nessa tarefa edificante de convencer os sócios dos Sheiks árabes de pararem com essa atividade pouquíssimo lucrativa de produzir petróleo a US$ 100,00 o barril.
O capo dos usineiros até anunciou a descoberta da pólvora:"Hoje vivemos uma civilização do petróleo. Quando surge uma coisa nova, a reação é enorme. Somos o único país do mundo em que o consumidor pode chegar à bomba e escolher entre um combustível fóssil, que é a gasolina, ou renovável, que é o álcool. E normalmente opta pelo álcool, porque custa quase a metade. Nós conseguimos, com o combustível alternativo, concorrer com o fóssil, o que era inimaginável anos atrás."
Seria bom alguém avisar ao ilustre chefe dos produtores de etanol, que o Plano Nacional do Álcool foi criado pelo Presidente Ernesto Geisel no início da década de setenta, há exatos 33 anos, o qual, teve que enfrentar resistências e pressões incomensuráveis desses mesmos sócios dos herdeiros de Maomé.
Portanto, não surgiu nenhuma coisa nova e a saga do etanol como combustível se arrasta no Brasil desde a década de vinte.
A ingenuidade chegou a tal ponto, que as autoridades brasileiras deverão solicitar aos inimigos número um da energia solar renovável para fazer a certificação dos biocombustíveis brasileiros. Nossa sugestão é que os nossos estrategistas internacionais aproveitem para solicitar, também, a certificação da nossa soja transgênica ao "Greenpeace", das nossas pesquisas com células tronco ao Vaticano e do nosso milho aos bodes das pradarias americanas.
Escritórios semelhantes devem ser inaugurados em Caracas com apoio do Hugo Chaves e em Havana com apoio do comandante.
A nossa diplomacia esqueceu de incluir no percurso do Presidente, uma visita à Finlândia para que o mesmo pudesse pedir o apoio de Santa Claus aos biocombustíveis nacionais.
Não são esses mesmos senhores humanistas que impedem a qualquer custo a venda de nossos produtos agrícolas na Comunidade Européia com pesadas taxações e subsídios aos agricultores locais e vendem alimentos pela metade do preço na África para ferrar com a agricultura dos coitados?
Segundo o porta-voz do MDA, que voltou muito otimista da Europa, os acionistas de Shell são muito desinformados.
A OMU - Organização dos Magnatas Unidos, informa: Sai a desgastada propaganda nazista do aquecimento global e entra a nova campanha da escassez de alimentos.
O álcooool poode a atéé ser responsabilizzado pelos pinguuços do mundo, tá liigado!? Agoora, pelo famiiintos, tô fora, Hic! Hic!
Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 21:00

domingo, 13 de abril de 2008

A maioria dos clubes profissionais brasileiros continuará sem atividades

O Estatuto do Torcedor continua letra morta para os dirigentes máximos do futebol brasileiro: Cria-se uma nova Série “D”, entretanto, em vez de se dar oportunidades a mais clubes inativos, rebaixa-se, os que já estavam na Série C, e diminui-se a quantidade.


O que poderia se tornar num grande avanço no futebol brasileiro, se torna, nas mãos de dirigentes sem compromissos com os clubes federados, uma falácia ainda pior.

A criação da Série D é imprescindível para se agregar um maior número de clubes no circuito nacional do futebol. Entretanto, não deveria ser aproveitada, para submergir, ainda mais, dezenas de clubes de inúmeros Estados brasileiros, tirando-os da Série C e afundando-os, compulsoriamente, para um nível, ainda, mais baixo.

O país conta com mais de 500 clubes profissionais e com tendência ao crescimento, com a criação e o desenvolvimento de novos municípios. Como pode, as três principais divisões do futebol nacional comportarem apenas 60 clubes? Pouco mais de 10% do total, levando-se 90% ao ostracismo e a bancarrota.

O número de 104 clubes já era exíguo e contraproducente para as três Séries, anteriormente, existentes (20 na Série A, 20 na Série B e 64 na Série C.).

Por que, não transformar as atuais Copas Estaduais em grupos estaduais da Série D, barateando o custo no âmbito local, com os campeões das 27 Copas, se juntando aos vice-campeões de cinco das unidades federativas mais ricas (SP-RJ-MG-RS-PR), para formar uma segunda fase da Série "D" com 32 clubes? Assim, todos os clubes da primeira divisão de todos os Estados brasileiros teriam a oportunidade de galgar os certames nacionais pelos seus méritos próprios.

A série C continuaria com os mesmos 64 clubes, em grupos maiores regionalizados de 16 clubes cada, para se evitar a eliminação de 50% dos participantes nos primeiros vinte dias, classificando-se, os quatros primeiros de cada grupo para a segunda fase. Quatro clubes seriam promovidos para a Série B e oito seriam rebaixados para a D, com oito sendo promovidos no sentido contrário (da Série D para a C), proporcionando uma maior mobilidade entre os clubes pequenos e médios brasileiros.

Uma forma de melhorar as finanças dos clubes brasileiros de todos os Estados poderia ser o aproveitamento da Timemania, onde pudessem receber recursos todos os clubes credenciados nas quatro Séries dos Campeonatos Brasileiros. (Leia o ensaio anterior com as nossas propostas para o aperfeiçoamento da nova loteria).

Deixar os torcedores de centenas de clubes brasileiros sem poderem votar nos seus clubes do coração e de suas cidades, compromete a arrecadação da Timemania e configura-se como uma terrível injustiça, tanto para os torcedores e apostadores, quanto para os dirigentes.

Esse sistema não iria prejudicar em nada a arrecadação dos grandes clubes brasileiros, ao contrário, iria motivar os seus torcedores, pois, na nova sistemática proposta, o pagamento das parcelas relativas a cada clube seria baseado na arrecadação bruta porporcionada por cada torcida.


O cálculo da parcela de cada clube poderia se basear no número de apostadores efetivos votantes, como um estímulo aos torcedores de todos os clubes, a ajudarem os seus clubes através das apostas da Timemania.

O sistema sugerido é extremamente fácil. O apostador joga nos 80 clubes mais populares, entretanto, vota num maior número de clubes que inclua os seus clubes do coração, onde quer que ele esteja, desde que o mesmo esteja numa das divisões do futebol brasileiro. Seriam cerca de 250 clubes contemplados, o que, certamente, aumentaria significantemente, a arrecadação total da Timemania.

17% do valor bruto apurado com base nos votos reais dos torcedores seriam para pagar as dívidas federais e 5% creditados nas contas de livre movimentação dos clubes. Simples e coerente!

A modificação da Timemania é de fácil implementação, bastando para isso o acionamento dos deputados federais de cada cidade, para que os mesmos submetam a proposta de alteração da Timemania ao Congresso Nacional, imediatamente.

Já, a necessidade de atividades operacionais para todos clubes profissionais brasileiros por no mínimo de dez meses ao ano, em respeito ao Estatuto do Torcedor depende da valiosa colaboração dos Presidentes das Federações Estaduais, para com os seus representados. Na política de não inclusão vigente na atual conjuntura do futebol brasileiro, somente uma pressão dos dirigentes dos clubes prejudicados, poderia suscitar uma resposta mais humanista pelos dirigentes centrais.

Como ninguém reivindica nada, com medo da ditadura vigente, fica o dito pelo não dito, e salve-se quem puder.
Fica aqui, a nossa sugestão. Mexam-se!

Editado por Roberto C. Limeira de Castro as 21:40

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Timemania - Como melhorar a arrecadação e beneficiar um maior número de clubes estaduais.

Cada torcida faria a diferença, ajudando o seu clube do coração a crescer e a se desenvolver, além de ganhar uma montanha de prêmios.


Atendendo uma preocupação do Presidente do Clube de Regatas Flamengo, Sr. Márcio Braga e de dirigentes de outros grandes clubes do Brasil, com relação ao longo tempo que será necessário para os clubes liquidarem as suas dívidas com o fisco federal e também, pensando nas centenas de clubes excluídos da nova loteria Timemania, formulamos as sugestões abaixo, para que sejam discutidas pelos dirigentes e pelos responsáveis pela implantação do respectivo evento lotérico.


Também, seria de bom alvitre, uma preocupação especial dos parlamentares de cada Estado, para com os clubes ds suas unidades federativas, de modo, a que pudessem levantar a questão de um possível aperfeiçoamento na referida Loteria.


Seguem as sugestões para implantação de novos critérios de arrecadação e distribuição de recursos da Timemania:

Participariam, oficialmente, da Loteria Timemania, todos os clubes constantes do ranqueamento nacional da CBF que estivessem inscritos nas primeiras divisões de todos os Estados brasileiros naquele determinado ano, independente de qual série viriam a pertencer, no nível nacional.

Essa lista seria atualizada no final de cada ano pela CBF com as novas pontuações do ano em curso, participando dos sorteios, na numeração das cartelas do próximo ano, os clubes classificados no ranqueamento até o 80º colocado. Essa escolha teria como base os clubes com melhor rendimento técnico aos longos de muitos anos, o que não impediria da escolha também poder ser feita pelo critério de popularidade dos clubes. Neste caso, os 80 clubes escolhidos poderiam advir da lista dos primeiros 80 clubes melhores escolhidos pelos torcedores na Timemania no decorrer do ano anterior. Qualquer um dos dois métodos de escolha faria justiça aos clubes, seja pelo critério técnico que se reflete no ranqueamento, seja pelo critério de popularidade e a força de cada torcida refletida nas apostas da Timemania.

Para escolha do clube do coração, entretanto, seriam considerados todos os clubes constantes do ranqueamento e participantes dos certames da primeira divisão de todos os Estados, para que os torcedores de todo o Brasil e de todas as cidades do país ali incluídas, pudessem escolher os clubes, verdadeiramente, do coração.

Os prêmios seriam pagos conforme o atual sistema, apenas considerando os oitenta clubes oficiais inscritos na Loteria, isto é, premiações entre os acertadores de 03, 04, 05, 06 e 07 números dos oitenta números incluídos.

Para o sorteio do clube do coração, entretanto, haveria um globo especial extra com as bolinhas de todos os clubes do ranqueamento credenciados, constando de cada uma das esferas, o emblema de cada clube, das quais, seria sorteada, uma e apenas uma bolinha por semana, cujos acertadores receberiam o prêmio de R$ 2,00 correspondente ao direito de jogar gratuitamente nas próximas semanas.

O montante total a ser distribuído a cada clube em determinada semana seria baseado no total de apostadores correspondentes aos clubes do coração, devendo a CEF anunciar nos meios de comunicação, a lista com os percentuais e números de apostadores que jogaram em cada clube. Com base nas quantidades divulgadas, multiplicar-se-ia o número de apostadores de cada clube do coração pelo preço oficial da cartela, assim obtendo-se a contribuição de cada torcida na arrecadação geral bruta da Loteria.

Do total bruto de contribuição de cada torcida, a Caixa Econômica Federal calcularia os seguintes percentuais como critério de depósito nas contas dos clubes credenciados:

Para o clube sorteado como clube do coração:

1% sobre a arrecadação bruta da semana como prêmio extra pela divulgação especial do seu escudo nos meios de comunicação. Durante o ano seriam sorteados, teoricamente, 52 clubes, podendo se repetir, eventualmente, alguns.

Exemplo: Arrecadação desta semana – 1.673.207 cartelas vendidas com uma arrecadação bruta de R$ 3.346.414,00. O clube do coração sorteado receberia o valor extra de R$ 33.464,14, o qual, seria somado a sua parcela na loteria.
Dos 99% disponíveis para o rateio entre todos os clubes participantes, cada clube credenciado receberia o seu percentual de participação dos seus torcedores, proporcional aos 22% previstos na distribuição, sendo a cota de cada clube dividida da seguinte forma:

17% na conta vinculada de cada clube, cujos valores seriam destinados exclusivamente ao pagamento das dívidas do clube com o Governo Federal.

5% creditados na conta bancária de livre movimentação de cada clube, para utilização a critério das necessidades de cada clube.


O objetivo dessas modificações nos critérios de distribuição de recursos, visaria incentivar os torcedores de todos os principais clubes de cada Estado brasileiro a jogarem na loteria e com esse ato ajudarem os seus respectivos clubes do coração a se desenvolverem e a pagarem as suas dívidas acumuladas.

No sentido de incentivar todos os clubes a apostarem em seus potenciais mercadológicos, cada clube seria autorizado a fazer campanhas promocionais com base nos seus recursos próprios, no sentido de incentivar os seus torcedores a cravarem nas cartelas lotéricas, o clube correspondente.

As campanhas promocionais poderiam incluir as seguintes sugestões, além de outras idealizadas pelos dirigentes de cada clube:

8.1. – A troca de um determinado número de cartelas jogadas por ingressos de seus jogos nos eventos do calendário da CBF, por cartelas de raspagem instantânea (Raspadinhas) promocionais, que ofereceriam brindes como camisas, bonés, chuteiras, etc., sendo que as instantâneas poderiam, ainda, propiciar o sorteio de ingressos indicados nas raspagens, prêmios em dinheiro e até prêmios especiais como automóveis, casas, passagens aéreas e outros bens duráveis etc. Tudo, com o intuito promocional de induzir os torcedores, fãs e adeptos a participarem da loteria nacional e comparecerem aos estádios ou acompanharem a campanha de seus clubes pela televisão. Os sorteios especiais poderiam ser feitos em Rede estadual ou nacional de Televisão que transmite cada evento a cada fim de semana, podendo, os sorteios promocionais serem vinculados aos resultados dos eventos e servirem de chamamento para os próximos sorteios e para a própria Timemania.

Exemplos - Sorteio de um carro, em cada jogo ou rodada dos certames estaduais, regionais, Copa do Brasil, Divisões do Campeonato Brasileiro e Copa Santander-Libertadores, no intervalo do jogo ou no final com transmissão ao vivo pela rede titular de cobertura. Patrocinadores especiais poderiam bancar a premiação para promover os seus produtos em rede.


Os prêmios oferecidos seriam compatíveis com as arrecadações comprovadas de cada clube e as promoções seriam registradas junto aos órgãos federais e estaduais competentes, conforme legislação em vigor.

Com todas essas inovações promocionais, acreditamos que haveria um significativo incremento no número de apostadores, com grande retorno econômico para todos os clubes brasileiros credenciados participantes.

Esse retorno em maior escala, propiciaria o pagamento das dívidas dos clubes para com os tributos federais, com maior rapidez, assim como, os clubes teriam uma contrapartida de 5% em conta de livre movimentação para cobrir as campanhas promocionais e saldar os seus compromissos normais ao longo do ano. A decisão de entrar nas campanhas promocionais ficaria a critério de cada clube.

Em função dos benefícios para todos os grandes clubes de massa de todos os Estados, certamente, os mesmos, se interessariam em promover a loteria e as suas promoções especiais através de placas publicitárias espalhadas pelos estádios e até em “outdoors” e pelos tradicionais canais de rádio- transmissão e órgãos da imprensa em geral.

A atual divisão dos recursos em termos de Séries do Campeonato Brasileiro com 65% para a Série A, 25% a série B e 10% para os demais participantes em número limitado, com os valores globais de cada série rateados em pé de igualdade, apenas se diferenciando os percentuais jogados pelos torcedores numa pequena parcela, não reflete a contribuição de cada clube e cada torcida na arrecadação geral.

Já a nova sistemática viria a premiar os clubes com maior número de adeptos e apostadores que contribuem para arrecadação do evento, premiando aqueles clubes mais populares em cada Estado, entretanto, não deixando de fora nenhum dos clubes estaduais incluídos na primeira divisão de cada unidade federativa.

Clubes, que contribuem com grande parcela na arrecadação poderiam, de forma conjuntural, serem rebaixados para as divisões inferiores dos certames de nível nacional, sem sofrer qualquer diminuição no número de torcedores e apostadores, permanecendo, independente dessa queda momentânea, como um grande clube de massa de seu Estado. Neste caso, a escolha de participação na loteria teria como base, a sua classificação nacional ou a sua popularidade entre os torcedores nacionais, que se refletem na sua contribuição para a arrecadação.

Exemplo: Em 2008, o Esporte Clube Corinthians Paulista foi rebaixado para a série B e não precisaria ser rebaixado também na sua participação na loteria, visto que, continuaria a ser o segundo clube que mais contribui com as arrecadações da Loteria, independente de qual série nacional esteja. Pela atual norma, de 65% para a Série e 25% para a série B, o Corinthians passará a receber 1/20 dos 25% da arrecadação destinada aos clubes, quando, de modo merecido, deveria ganhar na proporção de sua arrecadação no evento.

O cálculo dos valores depositados nas contas de cada clube passaria a ser feito com base no número de torcedores votantes no quesito clube do coração, ou seja:

Pegar-se-ia o número de apostadores votantes em cada clube, multiplicando-se o montante por R$ 2,00 para se obter a contribuição dos respectivos torcedores na arrecadação bruta. Do total bruto auferido por cada clube, 17% seria o montante a ser creditado na conta vinculada para dedução das dívidas com fisco federal e 5% para crédito na conta de livre movimentação de cada clube. Seria bom lembrar, que esses 22% seriam calculados sobre 99% da renda líquida destinada aos clubes, já que um ponto percentual do total seria creditado na conta do clube sorteado como clubes do coração.

Exemplo com base no número de torcedores que votaram no clube no segundo concurso da Timemania:

1º Colocado - Flamengo 404.008 x R$2,00 = R$ 808.016,00 brutos. 17% para crédito na conta vinculada destinada à liquidação das dívidas do clube com o fisco federal num total de R$ 137.362,72, enquanto os 5% correspondentes aos valores creditados na conta de livre movimentação seriam R$ 40.400,80. Total creditado ao clube na semana: R$ 177.763,52. Caso viesse a ser sorteado como clube do coração receberia mais 1% sobre o total geral bruto arrecadado no segundo concurso, ou seja, mais R$ 38.370,12.

40º Colocado – Joinville 24.022 x R$ 2,00 = R$ 48.044,00 brutos. 17% para crédito na conta vinculada destinada à liquidação das dívidas do clube com o fisco federal, num total de R$ R$ 8.167,48, enquanto, os 5% correspondentes aos valores creditados na conta de livre movimentação seriam R$ 2.402,20. Total creditado ao clube na semana: R$ 10.569.68. Caso viesse a ser sorteado como clube do coração receberia mais 1% sobre o total geral bruto arrecadado no segundo concurso, isto é, R$ 38.370,12.

Com os clubes liberados para fazerem as suas promoções proporcionais aos valores recebidos em conta de livre movimentação, ingressos de seus jogos, brindes, etc., esses valores globais poderiam crescer de forma acentuada, com todos os clubes e respectivos torcedores contribuindo de modo substancial sobre a arrecadação total da Timemania e, por conseguinte, também, incrementando a própria arrecadação do seu clube. Haveria, ainda, o fator psicológico de cada torcedor, o qual, estaria ciente, de que a sua aposta serviria tanto para concorrer a inúmeros prêmios da Timemania, quanto da promoção do seu clube do coração e ainda contribuindo para ajudar o clube no seu crescimento e desenvolvimento.

As sugestões estão dadas e esperamos que todos os clubes estaduais excluídos levem as reivindicações aos seus respectivos Presidentes de Federações Estaduais, com o apoio fundamental dos clubes incluídos, inclusive dos grandes clubes brasileiros.

Que meditem sobre as enormes vantagens para todos, a partir da nova sistemática.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro* às 10:19


*O autor e titular do Blog foi o idealizador da Loteria Instantânea implantada pelos grandes clubes brasileiros no ano de 1992, que rendeu no seu conjunto cerca de R$ 74 milhões, em menos de ano. A referida loteria foi usurpada por uma das empresas fabricantes de cartelas instantâneas no decorrer das negociações, conforme podemos comprovar através de farta correspondência e documentos em nosso poder.

sábado, 5 de abril de 2008

Abaixo os sacripantas e beatos-fingidos!

Os espetáculos deprimentes das enchentes apresentados pelas Redes Nacionais de Televisão em várias cidades e Estados do Brasil, esta semana, apenas confirmam as amargas afirmações contidas em nosso ensaio anterior.


Com a crescente urbanização da Amazônia, do Brasil e do Mundo, as enchentes serão cada vez mais catastróficas, tanto nas cidades quanto nas zonas rurais. Os rios atravessam áreas urbanizadas que se seguem de uma rural e em seguida de outra urbana e outra rural e assim por diante, até a foz. São milhares de cursos d'água e bacias, com as suas cidades ribeirinhas numa tendência social da urbanização e da busca pelas fontes de água.

Os episódios que aconteceram esta semana no Maranhão, na Paraíba, Pernambuco, Piauí, Pará, com mais violência, e em vários outros Estados do Brasil, todos viram pela TV. Eles confirmam "ipsis litteris" as nossas afirmações contidas no nosso ensaio anterior.

Há vinte anos, estamos alertando as autoridades sobre a imperativa necessidade de se alterar o sistema de destinação das águas pluviais que desabam sobre as áreas urbanas e ninguém quer escutar.

Cidades como Porto Velho, Rio Branco, Itaituba, Santarém, Manaus, Coari, Sorriso, Sinop, Nova Floresta, Ji-Paraná, e outras centenas que deságuam as suas águas rápidas nos rios da bacia amazônica, equivalem a tantos novos afluentes quanto forem o número de cidades, sob a forma de vertiginosas corredeiras que vão parar tudo no Rio Amazonas, com o seu leito limitado.
Quando não existiam as cidades, as águas também acabavam no Amazonas, mas, demoravam semanas e agora é em questão de minutos. Água/Tempo/Águas mansas ou enchentes. Essa é a equação que precisa ser resolvida.
A sorte é que ainda não existem núcleos urbanos significativos às margens dos afluentes esquerdos do Rio Amazonas, apenas Manaus no início e Macapá na foz e que as águas que são despejadas no rio mar não chegam a fazer cócegas, ainda, na descomunal corrente.

Somente quem estudou esse problema, sistematicamente, por cerca de 20 anos pode avaliar a gravidade da situação.

Esse é o primeiro problema e o segundo é que essas mesmas centenas de cidades também jogam milhões de litros de urina e toneladas de fezes e águas putrefatas servidas nos mesmos rios e ninguém faz nada para reverter a situação.

As enchentes e os esgotos matam centenas de milhares de seres humanos em todo o mundo, destroem os pertences e a saúde das populações.

Enquanto isso, montanhas de dinheiros são desperdiçadas nas inúteis decretações de Estado de Emergência e Calamidade Pública. Somente esta semana o Governo Federal liberou R$ 650 milhões para atenuar a desgraça que se abateu sobre vários Estados brasileiros. Um maná para os políticos sem vergonha que assolam esse pobre e sofrido mundo.

Eles ficam rezando, todas às noites, para São José mandar mais chuvas. Quanto mais calamidades, mais grana nos patrimônios dos sacripantas e beatos-fingidos.

Pombas! Apliquem esses caminhões de dinheiro para cuidar das cidades e dos pobres rios moribundos e parem de contratar fiscais e policiais para dar porrada nos que desejam trabalhar e produzir.

Os seres humanos estão morrendo aos milhares nesse mundo desorientado e a burguesada hipócrita perdendo o sono por que os que produzem alimentos para humanidade estão cortando árvores. Só pode ser dor de consciência!

Se os cavalos batizados continuam cortando e queimando árvores, é porque, os ditos cujos, que deveriam orientá-los com políticas públicas corretas só estão preocupados como farão para ganhar as próximas eleições e continuar torrando recursos públicos escassos com porcaria.

Se as árvores que cortam, queimam e poluem a atmosfera, causando ainda mais prejuízos à humanidade, tivessem 10% do valor que os verdes pacíficos fingem dá, com as suas ideologias utilitaristas robóticas, sobraria dinheiro e recursos para resolver esses problemas comezinhos das cidades, da natureza e dos pobres e massacrados seres vivos da Terra.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 15:13

terça-feira, 25 de março de 2008

Alguém já viu chover água salgada?

As previsões ideológicas de que vai faltar água para humanidade beber são catastróficas e mentirosas.


Na semana da água lemos tantas asneiras destiladas na mídia embutidora de lingüiça de todas as matizes sobre esse assunto, que resolvemos lançar um repto no contra-ponto.

Será que os inocentes úteis acreditam mesmo que o sol apenas evapora as águas doces? Será que os descomunais oceanos terrestres estão fadados a secar? Se as águas disponíveis nos oceanos estão prestes a inundar as planícies costeiras na baboseira do aquecimento global, por que faltaria água para os humanos beberem e irrigarem as suas lavouras? Ou será, que se fingem de desentendidos para ludibriar a grande platéia?

Francamente, não acreditamos que o nível do nosso ensino de ciência fundamental chegou a tal nível de deficiência, que tem lançado no mercado, tantos extra- lúcidos, muitos com o curso superior, que desconhecem o ciclo básico da água.

Até entendemos que falte um conhecimento mais esmerado em geografia física e política do Brasil, para que milhares de repetidores reflexos fiquem expondo as suas aleivosias ideológicas sobre o desmatamento da Amazônia e sobre o conto da carochinha do aquecimento global.

Ora, se metade da Amazônia já está engessada de sua área total por florestas compulsórias legais – reservas indígenas, florestais, extrativistas e biológicas, parques nacionais, estaduais e municipais, apas e o raio que o parta e a outra metade por reservas de 80% das propriedades particulares, também compulsórias de suas florestas, sobram, em boa matemática básica, apenas 10% da região para os 23 milhões de habitantes amazônicos se virarem em suas sobrevivências. Não sabemos como, mas, perguntamos aos messiânicos entendidos e defensores do paraíso bíblico aqui na Terra, por que a biodiversidade fica com 90% e os pobres brasileiros amazônidas com apenas 10% e se os seres humanos, por acaso, também fazem parte da biodiversidade terrestre ou se vieram de algum outro planeta do sistema solar?

A ânsia dos magnatas estrangeiros e os seus representantes assalariados em solo tupiniquim e inocentes úteis em geral em transformar 500 milhões de hectares brasileiros em 50, na base da repressão policial aos povos das florestas, que dizem defender, não escondem a ideologia capenga subjacente.

Sempre soubemos que os lobos dos capitalistas são os outros capitalistas, mas, nesse caso, as vítimas da devora são os novos capitalistas, ainda, descapitalizados das regiões menos desenvolvidas do Brasil.

A manobra dos monopolistas é nítida, para evitar a proliferação de novos capitalistas nas regiões garroteadas, apesar da auréola de liberdade e do primado da iniciativa privada tão decantada em verso e prosa.

No caso específico das águas, o que há, na verdade, é um grande descaso com relação à preservação dos recursos hídricos, que repetimos, não são escassos como as malas sem alça querem demonstrar.

Todo o santo dia, o sol evapora bilhões de litros de água dos oceanos e as despeja sobre todos os continentes. Que saibamos, ninguém nunca relatou a existência de uma chuva com água salgada.

A verdadeira face da irresponsabilidade dos arautos da preservação ambiental é que nos leitos onde correm essas águas maravilhosas e cristalinas, quando caem das nuvens, os hipócritas permitem que os habitantes das cidades ribeirinhas (quase todas), despejem bilhões de toneladas de fezes, urinas e esgotos industriais e domésticos em suas correntes.

Não vemos nenhum huck em crise transformista atormentando a vida dos poderosos que permitem esse crime ambiental, mas, apenas aos que querem trabalhar e produzir. Os rios Amazônicos estão se transformando em centenas de Tietês, mas, a bronca é com a utilização das riquezas florestais pelos nativos e outros brasileiros. Não ouvimos, por exemplo, um piu sobre as mineradoras que escavam buracos gigantescos em toda a Amazônia. Para os magnatas apenas tapetes vermelhos. Agora, vá um garimpeiro faminto tentar pegar algum minério no nosso solo ou um sem teto fazer uma choupana de madeira nos milhões de Km² daqui, que aparecem agentes do meio ambiente de todos os lados para prendê-lo, acusando-o de crime ambiental.Qualquer atividade econômica praticada pelos nortistas e brasileiros que para aqui vieram,que utilize a floresta, desde plantar soja, criar bois, comercializar madeiras, plantar cana-de-açucar, produzir carvão até plantar lavouras, é crime ambiental. O lema é desmatamento zero e fome, exclusão, miséria, abandono da infância, marginalidade e dengue, mil.

Mas, voltando ao tema das águas,todas as cidades desse mundão de meu Deus poderiam se transformar em grandes lagos de armazenamento de águas continentais, simplesmente, impedindo que os telhados urbanos continuem despejando nas artérias urbanas, a cada chuva, os seus cerca de 60% das águas pluviais urbanas que são originárias das áreas impermeabilizadas das coberturas prediais. Quem duvidar que faça os cálculos.

Os quarenta por cento restantes, que fluem nas áreas impermeabilizadas arteriais propriamente ditas, seriam, facilmente, captadas pelos lençóis freáticos através da implantação de bocas de lobos vazadas de concreto, repletas de brita e da dimensão de um metro cúbico cada, ao longo dos meios-fios, com interligação entre estas, por tubos de 100 a 200 milímetros.

Para isto, bastaria uma lei federal obrigando todas as residências e condomínios do país a reservarem uma pequena área de cada terreno urbano correspondente, para implantação de um tanque de retenção temporária de águas pluviais urbanas de 5.000 a 10.000 litros. Vide ilustração abaixo:




Habitação residencial com tanque de retenção compulsório por lei federal, neste caso na área de jardins. Opcionalmente, os proprietários poderiam construí-lo em qualquer área disponível do terreno, sob pena de não receber o habite-se, no caso de novas construções. Os tanques poderiam ter, a critérios das exigências legais, a segunda caixa d'água bi-articulada na parte superior do prédio, para utilização das águas pluvias em descargas sanitárias, torneira de jardins. lavagem de automóveis e outros usos menos nobres. Também, o sistema poderia conter filtro de brita ou de carvão ativado, bomba de recalque, tampa para tratamento e até medidores de saída para envio das águas aos grandes reservatório públicos, com sistema de crédito e débito entre a água fornecida e água recebida. Os edifícios já existentes poderiam receber incentivos fiscais e tempo estipulado para a implantação dos tanques de retenção, também obrigatórios, estando sujeitos à multas e até interdição em caso de desrespeito ao inalienável direito coletivo.

Crédito da imagem ao Arquiteto Adalci Ataíde, "in memoriam".

Pedimos desculpas aos leitores pela baixa resolução da imagem em função das limitações do tamanho permitido pelo Blog, tendo em vista a eficiência de carregamento das imagens.Entretanto, enviaremos a gravura em resolução de 600 dpi, a pedidos, através do serviço de comentários, desde que se indique o endereço eletrônico.

Essas duas singelas medidas preventivas no campo da hidrologia urbana seriam suficientes para se acabar definitivamente com uma série de catástrofes urbanas periódicas que infernizam os habitantes das cidades em todo o mundo, entre as quais, as abomináveis e recorrentes enchentes anuais e desmoronamentos de áreas de risco urbanas, que tantas vidas e bens materiais têm ceifado das populações mais pobres dos países, a erosão dos pavimentos urbanos, as endemias hídricas, o desperdício de água da melhor qualidade, além do descarte da pseudo-escassez escamoteada e mentirosa.


Qualquer cidadão comum e atento poderá observar, sem que seja necessária nenhuma formação acadêmica, que as artérias urbanas pavimentadas das cidades ribeirinhas (praticamente todas) se transformaram em milhares e milhares de novos afluentes fluviais de rios e córregos adjacentes, que antes nunca existiram nas bacias naturais, com os seus fluxos ultra-rápidos, os quais, despejam bilhões de litros d’água em leitos naturais não esculpidos para receberem tamanha carga hídrica. Do ponto de vista ilustrativo é como se um determinado rio tivesse tantos afluentes fixos pelas margens esquerda e direita e de repente passasse a ter o dobro, o triplo ou mesmo o décuplo e com torrentes em velocidade acelerada. Veja nas reportagens da TV e encare as torrentes urbanas sobre o asfalto como corredeiras ultra-rápidas de canoagem ou balsas infláveis tipo "Rafting", que desembocam nos córregos e rios urbanos em minutos.


Os fluxos de base dos lençóis freáticos levam dias até brotarem nas encostas dos rio e córregos com a pureza cristalina das bicas naturais que decem montanhas abaixo, sem resíduos de asfaltos, sem coliformes fecais, sem lixo, sem chorumes, sem as cusparadas, escarros e urinas urbanas, sem pó de pneus e sem toda a parafernália de excrementos e dejetos das cidades.


Também, seria de bom alvitre, relembrar que a soma das águas rápidas e poluídas que cada cidade despeja ao longo dos cursos dos córregos e rios urbanos a montante, têm um impacto catastrófico sobre as cidades e as populações a jusante, inclusive com enchentes periódicas e cada vez mais freqüentes e destrutivas nas áreas rurais que se seguem. Os noticiários televisivos mostram estes espetáculos deprimentes todos os santos dias.

A hidrologia urbana, ciência relegada ao segundo plano e ainda por ser codificada, que se complementa com a hidrologia natural ensinada nas escolas de engenharia, mostra de modo inquestionável como a proporção entre as águas pluviais superficiais e a retenção, infiltração e evaporação, foi invertida com o fenômeno da crescente urbanização. O solo natural que antes absorvia sete em cada oito litros das águas pluviais que escoavam lentamente através dos lençóis subterrâneos em fluxo de base, teve essa proporção invertida nos ambientes urbanos para um em cada oito litros, com sete litros escorrendo na superfície em velocidade gravitacional estonteante para leitos fluviais urbanizados e inapropriados.

A solução para essa catástrofe urbana passa obrigatoriamente pela construção de tanques de retenção temporária em cada habitação urbana e pela interligação destes com os grandes reservatórios – denominados de piscinões no jargão técnico da engenharia civil - exclusivos para a retenção, também temporária, de grandes volumes de águas pluviais limpas dos telhados urbanos, nos áreas mais baixas de cada cidade.




Visão aérea de um conjunto habitacional ilustrativo com a implantação do sistema de tanques de retenção e a canalização de recepção arterial de águas, externa, vendo-se, ao fundo, na parte mais baixa o grande reservatório público para acomodação das águas de contribuição recebidas de cada bairro ou distrito.Quando todo o sistema estivesse saturado, uma tubulação extravazora se encarregaria de interligá-lo ao córrego mais próximo.Essa singela tecnologia diminuiria em 60%, as águas pluviais urbanas, contribuiria para uma oferta ilimitada de água para uso menos nobres nas residências e condomínios, nos meses de grandes precipitações, evitaria a mistura imprevidente de águas límpidas dos telhados com as águas poluídas arteriais, diminuiria o custo da água aos munícipes, aumentaria vertiginosamente a disponibilidade de água às cidades com baixo custo de tratamento, aumentaria sem limites o armazenamento de águas continentais, transformando cada núcleo urbano num portentoso lago artificial estratégico, evitaria as tormentosas enchentes periódicas que ceifam vidas e riquezas da população e colocariam um fim definitivo ao mito da escassez de água para o consumo industrial e humano. O sistema de bocas de lobos vazadas ao longo dos meio-fios arteriais, com brita e interligação entre si, providenciaria a eficiente infiltração das águas arteriais (40% do total) em cascata, de modo semelhante ao natural, contribuindo para a restauração do fluxo de base dos lençóis freáticos, diminuindo a poluição dos córregos e rios em seus perímetros urbanos e retardando, estrategicamente, no tempo, a chegada dos fluxos pluviais às bacias hidrográficas naturais.


Crédito da imagem ao Arquiteto Adalci Ataíde, "in memoriam".


Na Capital do Estado de São Paulo já existem esses grandes reservatórios, mas, de caráter misto, que armazenam as águas limpas dos telhados misturadas com as águas poluídas e contaminadas das ruas e avenidas, os quais, não têm resolvido os problemas das enchentes, mas, apenas atenuado, por falta da colaboração dos cidadãos paulistanos, cujas residências continuam despejando e desperdiçando bilhões de litros d’água, a cada chuva, nas ruas e avenidas da cidade.

Quanto aos esgotos urbanos, que são despejados continuamente sob a forma de excrementos domésticos e os dejetos industriais, nos rios e córregos urbanos, a solução é ainda mais singela. A simples implantação de coletores de interceptação de esgotos laterais por gravidade ao longo das duas margens de cada córrego e rio, nos seus perímetros urbanos e com estações de tratamento (ETEs) nas extremidades, seriam suficientes para separar os dois tipos de água.

Aos rios em seus perímetros urbanos, abertos ou subterrâneos, que fluem para as zonas rurais contíguas, somente teriam acesso as águas pluviais residuais arteriais e os fluxos de base captados pelas bocas de lobos de brita, anteriormente citadas, cujas águas ali chegariam naturalmente filtradas pelos solos.

Em megalópoles com os renitentes problemas de congestionamento de veículos automotores, que consomem a energia, a paciência e a saúde da população, como São Paulo, os rios e córregos bem dimensionados para as cargas hídricas correspondentes, poderiam fluir no perímetro urbano por via subterrânea, na mesma sistemática de separação de águas, dando lugar na superfície, às super trilhas (Bus) de 16 vias em cada direção ao estilo do tráfego de dados nos computadores. Sistemas de roteamento científico de veículos com cruzamentos mínimos, compostos por viadutos, rampas, pontes, desvios e entradas e saídas nos bairros e estradas (periféricos), complementariam o sistema de tráfico a imagem e semelhança da tecnologia da informação. Utopia? Não, apenas idéias para pesquisas e projetos.

Essas idéias foram concebidas há exatos 18 anos, durante a elaboração, com o apoio de competentes arquitetos e ambientalistas, sob a nossa coordenação, do projeto urbanístico João Pessoa-2000, iniciado em 1990.

O referido projeto ficou exposto na Assembléia Legislativa do Estado, da qual, recebemos um voto de aplauso, na Câmara de Vereadores da Capital, em salas de convenção e no Seminário Internacional sobre Turismo Ecológico - I Ecotur, em março de 1996. Também, o levamos em comissão, a reitores, prefeitos universitários, diretores do CEFET, professores de engenharia civil, de hidrologia e ecologia, prefeitos municipais e candidatos postulantes, deputados federais, estaduais e vereadores, secretários de meio ambiente, planejamento e obras e até a governadores e ministros
.Revistas e jornais da cidade deram destaques especiais em várias edições, sem que despertasse o menor interesse dos vaidosos e arrogantes políticos e governantes.



Projeto urbanístico e paisagístico João Pessoa-2000, iniciado em 1990 e exposto ao público entre 1995 e 1996, durante cuja elaboração, a equipe responsável estudou todos os problemas viários da cidade, elaborou propostas de melhoria do sistema de transporte público, drenagem, abastecimento de água, saneamento básico, arborização, desfavelamento, inclusive com a implantação do sistema metroviário na cidade. Em primeiro plano, a reserva florestal da mata Atlântica da cidade com a Universidade Federal da Paraíba e os vales dos Rios Jaguaribe e Timbó ao longo e ao fundo. Infelizmente, as autoridades públicas da cidade e do Estado deram pouca atenção ao tremendo esforço de cidadania dos idealizaores e projetistas, privando que a avançada tecnologia contida no mesmo viesse a se difundir por inúmeras cidades do Estado, do Brasil e quiçá, do mundo.


Créditos do projeto urbanístico e paisagístico aos arquitetos Adalci Ataíde, "in memoriam" e Nabal Barreto, bem como, ao ambientalista Jaêmio Carneiro, todos sob a coordenação deste modesto Blogger e estudioso dos problemas brasileiros.


Todos acharam as idéias muito interessantes e até deslumbrantes, com tapinhas nas costas, apertos efusivos de mãos e elogios irônicos, quase sempre com o tradicional ar de deboche dos grandes auto-suficientes em todos os assuntos que dizem respeito aos grandes problemas da humanidade.

Quase duas décadas se passaram e as cidades com os seus sistemas hidráulicos arcaicos, além das costumeiras tragédias e prejuízos periódicos e anuais a milhões de pessoas, num espetáculo vergonhoso de descaso no trato com as coisas públicas, continuam a infernizar a vida dos cidadãos urbanos no Brasil e em todo o mundo.

Nossos projetos sempre tiveram dois grandes defeitos – Não constarem dos manuais estrangeiros e não pertencermos a nenhuma patotinha política, acadêmica ou rede de nepotismo.

O povo, entretanto, necessita saber que a ciência e tecnologia aportam soluções simples e baratas, ao alcance das mãos para quaisquer problemas que o aflige e que os responsáveis não os enfrentam, ou porque não desejam ou porque são acomodados.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 17:37



*Devido a problemas de configuração do Blog, não incluímos as imagens na primeira edição de 25/03/2008, providência que tomamos neste instante, às 13:55 de 27/03/2008. Pedimos desculpas aos leitores que se privaram das explicações ilustrativas.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

A ignorância atravanca o Progresso


Quem é mais insensato? Quem queima notas de reais e dólares ou quem manda a PF confiscar os bens dos incendiários?

Centenas de cientistas do mundo inteiro iniciaram uma corrida científico-tecnológica para separar as duas fortes ligações duplas que acoplam um átomo de carbono a dois átomos de oxigênio das moléculas do gás carbônico. Apenas para lembrar, esse gás é aquele que expiramos, assim como, os mamíferos em geral e que é comprimido em cilindros de aço para aplicação na indústria de refrigerantes, cervejas e outros borbulhantes, com a dupla função de conservá-los por longos períodos em função das suas propriedades antibacterianas, além de acentuar o sabor das bebidas.

Esforço dos cientistas internacionais Kubiak e Sathrum da UCSD Universidade da Califórnia em San Diego - USA para a transformação de dióxido de carbono em biocombustíveis via monóxido de carbono. Foto da célula solar de semicondutores e catalisadores, que desacopla as fortes ligações do CO² em CO através da energia concentrada do sol. Fonte: Science Daily, 18 de abril de 2007.


Conhecido no jargão acadêmico como CO² ou dióxido de carbono, esse abundante gás espumante é o principal subproduto das atividades biológicas e econômicas dos seres humanos. São seis bilhões de humanos e outros tantos bilhões de seres vivos a realizar essa troca gasosa da sobrevivência. Como afirmamos em nossa poesia Pêndulo Indeciso, vida em veneno, veneno em vida.



Modelo Tridimensional da Molécula de Dióxido de Carbono, com dois átomos de oxigênio (vermelhos) acoplados a um átomo de carbono (preto) por duas ligações fortes duplas. Fonte: Wikipedia.


Além, de resíduo da saga existencial dos seres vivos, na Terra, o CO², doravante assim chamado, é um dos gases do chamado efeito estufa responsável pelo badalado aquecimento global do Al Gore e dos ambientalistas.

Ele é produzido em qualquer atividade onde os átomos de carbono dos seres vivos, mortos, ou fossilizados, são metabolizados, desnaturados, decompostos ou utilizados como combustíveis num ambiente oxigenado como a atmosfera terrestre.

Deste modo, ele aparece aos borbotões nas chaminés industriais e domésticas, no escape dos automotores, na respiração dos seres vivos, nas fermentações microbiológicas e nas queimadas florestais e incêndios em geral, apenas para falar das principais fontes.

Providencialmente, a fantástica Mãe Natureza reutiliza uma boa parte do excesso desse CO² circulante na atmosfera, seqüestrando-o sob a forma dos seres vivos clorofílados ou verdes, como as árvores, algas e os vegetais em geral, sob a ação da luz solar e do processo de fotossíntese.

Quando o material orgânico é utilizado na combustão controlada com o mínimo de oxigênio, como, por exemplo, num forno produtor de carvão vegetal, o gás prevalecente é o monóxido de carbono, ou CO. Este outro gás à base de carbono com oxigenação restrita é inflamável e queima com facilidade na presença de oxigênio, desprendendo energia e tendo como resíduo o próprio irmão siamês, o CO², além de ser extremamente venenoso para os seres que o aspiram.

Ao combinar-se com o hidrogênio, em cinética dispersiva do vapor da água na presença de um catalisador metálico, o monóxido de carbono pode produzir o combustível metanol e inúmeros produtos derivados petroquímicos, após a passagem do gás de síntese produzido no processo através de um reator Fischer-Tropsch, ou através da biossíntese, pelas enzimas imobilizadas e pela incorporação dos átomos de carbono aos microorganismos.




Fluxograma com as cinco rotas de transformação do gás de síntese (syngas) em biodiesel, bioetanol, DME (Dimetil eter), BTL, biogás, biometanol, hidrogênio, óleo pirolítico, diesel HTU a partir da extração via transterificação, fermentação e hidrólise enzimática, gaseificação, pirólise e tecnologia HTU. Fonte: Oyvind Vessia, Noruega.



Diferente tipos de Reatores Frischer-Tropsch - Fonte Oyvind Vessia Paper - Noruega.

Deste modo, ao queimar cerca de 18.000 Km² de florestas na Amazônia em um único ano, os novos Sheiks malucos belezas do agro-negócio, segundo as informações, de 36 municípios de Mato Grosso, Pará e Rondônia estariam, na verdade, queimando pilhas e mais pilhas de notas de real, dólares e euros.

Cada hectare da floresta amazônica bem aproveitado de modo auto-sustentável, em vez de torrado, poderia render aos imprudentes incendiários de papel moeda, o equivalente a R$ 150 mil litros de combustíveis ou 500 toneladas de cavacos para exportação, com ganhos médios de R$ 50 mil por cada hectare não queimado.

Não estamos contabilizando a incomensurável biodiversidade destruída, nem o incalculável prejuízo para a atmosfera terrestre e para o meio ambiente, que se elevam a bilhões de dólares, se é que o preço das vidas extintas e ameaçadas tem algum valor pecuniário para os arrasa quarteirões. As folhas e gravetos poderiam ser utilizados para a produção de bilhões de toneladas de fertilizantes para a recuperação de outros 1.000.000 Km² recentemente destruídos.

Em vez de obrigar a Petrobrás a seguir o caminho de suas co-irmãs holandesas, como acionista majoritário e promovendo o aproveitamento desses R$ 300 bilhões queimados por ano na atmosfera, com a implantação de refinarias e usinas produtoras de bio-combustíveis renováveis e os seus derivados silviquímicos, terpênicos e farmacêuticos, gerando centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, os tecnocratas governamentais insensíveis elaboram um decreto para prender e confiscar os bens e produtos resultantes do desmatamento desenfreado. É sempre muito fácil colocar a culpa da incompetência em terceiros.

Apenas, para que se tenha uma idéia do disparate e da insensatez dos brasileiros, o custo da construção e asfaltamento das rodovias, Transamazônica, Cuiabá-Santarém e de uma moderna “highway” ligando Macapá a Manaus pela margem esquerda do Rio Amazonas, para incrementar o turismo ecológico e tirar as modorrentas cidades ali existentes do primitivismo extrativista, não chegaria aos R$ 10 bilhões, gerando outras centenas de milhões de dólares de incremento turístico-econômico.



Refinaria típica de gás de síntese (syngas) da Shell, a partir do monóxido de carbono do carvão e do hidrogênio do vapor de água para a produção de metanol, petróleo sintético tipo brent e todos os correspondentes derivados petroquímicos.Testada e aprovada pela tecnologia de gás ao líquido, conforme o relatório da empresa acima. Fonte: Revista Shell Corp.


Enquanto, duas dezenas de cientistas brasileiros labutam em seus arcaicos laboratórios e outros milhares em todo o mundo se esfolam dia e noite para o aproveitamento do dióxido de carbono em combustíveis via monóxido e hidrogênio para produzir o metanol e o petróleo sintético com mais eficiência, centenas de políticos tupiniquins passaram um semestre inteiro brigando para enterrar a CPMF de modestos R$ 40 bilhões e atanazar a vida do ex-Presidente do Senado e do Presidente da República.

Caso se ligassem aos reais problemas brasileiros e às populações que dizem representar teriam aprovado à implantação de dez novos Estados, em territórios abandonados pelo poder público, cujas populações os reivindicam há séculos e nos quais, as instituições republicanas ainda não chegaram após quase 120 anos da Proclamação. Esse marco para o desenvolvimento custaria um dispêndio orçamentário mixuruca de apenas R$ 20 bilhões.

Somando-se, os bilhões da CPMF tirados da saúde do povo, o déficit da Previdência, as despesas com a implantação dos novos Estados e o asfaltamento a toque de caixa das citadas rodovias amazônicas, não chegaríamos a R$ 120 bilhões. Nada que a carga tributária teórica de 40% sobre os R$ 300 bilhões queimados a cada ano, equivalentes a 1,7 bilhões de barris a US$ 100,00, não pudessem cobrir com os pés nas costas.

Claro está que os brasileiros abandonados em meio a floresta e totalmente desprovidos, de capitais, das instituições republicanas básicas e do apoio científico-tecnológico e financeiro, apenas encontram a saída para o isolamento a que estão submetidos e para as agruras a que estão sujeitos em suas vias-crucis econômicas, na produção de soja e bois, ou no aproveitamento da madeira de lei.

Pela via científica, os nossos Sheiks incendiários poderiam aproveitar com parcimônia sustentável, as nossas maravilhosas florestas, vítimas de um confronto suicida entre ignorantes.

Com as refinarias comprando o carvão vegetal produzido pelo desmate sustentável da floresta, após a retirada seletiva das madeiras nobres anciãs que já não seqüestram qualquer carbono, poderíamos exportar outros bilhões em madeiras renováveis, completando a exploração racional das nossas florestas, em vez de queimá-las para a plantação de soja e para a pecuária extensiva.

Assim, em vez de torrarmos as nossas reservas de energia acumuladas pela luz solar ao longo de milênios, estaríamos, reflorestando com árvores nativas reproduzidas aos milhões em modernos laboratórios biotecnológicos da Emprapa, outros milhões de hectares já degradados.

Editado por Roberto C. Limeira de Castro às 17:25